Assim como muitas das crianças hoje em dia não fazem a menor ideia do que é um disquete e para que ele servia, algo parecido pode acontecer com o CD que serve unicamente para reproduzir pouco mais de dez músicas. Não, não tem nada de previsão apocalíptica: essa é uma conclusão possível ao analisar o relatório mais recente da Associação da Indústria Fonográfica do Estados Unidos (RIAA).

De acordo com o órgão, a receita gerada com a comercialização de músicas por streaming no país superou a venda de CDs pela primeira vez na história. Os dados levam em conta todo o ano de 2014.

Ao todo, serviços como Spotify, Deezer e Play Music geraram US$ 1,87 bilhão (cerca de R$ 6,15 bilhões). O crescimento registrado em relação a 2013 foi de 6%. Agora, as transmissões dominam uma fatia de 27% de todo o mercado fonográfico. Os mais populares são aqueles que exigem uma assinatura para disponibilizar o conteúdo.

Outros mercados

Os CDs ficaram só um pouco atrás, com US$ 1,85 arrecadados (aproximadamente R$ 6,09 bilhões). Isso não significa, porém, que a mídia física vai morrer tão cedo: junto com LPs, discos de vinil e singles, esse setor comanda 32% da indústria. Ou seja, ainda há um público para eles, mesmo que seja entre consumidores mais velhos.

Os downloads digitais, registrados especialmente via iTunes, ainda tem a maior fatia de todas, com 37% e receita de US$ 2,57 bilhões (ou R$ 8,46 bilhões) — e eles é que devem cair radicalmente no próximo gráfico. Sincronia de dados tem 3% do dinheiro, enquanto ringtones ocupam o 1% restante.

O estudo completo da RIAA pode ser conferido por aqui (em inglês).

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