Você consegue se lembrar a quanto tempo você não compra um CD da sua banda favorita ou do artista que está estourando nas rádios? Pois se até a metade da década passada, isso era uma ação muito comum, desde o início da popularização da internet o mercado começou a se desaquecer. E por mais que isso seja uma tendência mundial, existe alguns locais em que os CDs ainda representam a maior parte das vendas de músicas.

Estamos falando de países como Suécia e  Japão. Neste último, relatórios da indústria fonográfica afirmam que 85% das músicas vendidas são oriundas de discos físicos. Um dos pontos curiosos disso está no fato de que os japoneses costumam adotar a novas tecnologias com muita velocidade, mas o mercado de músicas digitais traz algumas barreiras para o tipo de consumo de lá. Historicamente, os CDs no Japão permitem bônus e músicas exclusivas. O que não é possível nas lojas digitais.

Mesmo assim, a indústria ainda está preocupada com o futuro — serviços de streaming crescem em todo o mundo, mas ainda são pouco representativos no Japão. O mercado já deu sinais de queda e não parece ter fôlego para resistir muito tempo aos concorrentes e gravadoras e produtoras correm contra o tempo para procurar novas alternativas. Uma dessas formas é investir em música digital — que apesar da baixa velocidade de adesão, deve ser o futuro no Japão.

O que se sabe é que as gravadoras precisam encontrar formas de ganhar dinheiro. O método certo para isso ainda é um mistério. Para o New York Times, Lucian Grainge — executivo da Universal Music — disse que o mercado musical deve voltar a crescer e isso é inevitável. O que ele afirma também é que “é impossível prever quando isso vai acontecer”.

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