Sabe quando você está vendo o clipe de uma banda e, de uma forma nada discreta, o músico pega uma lata de certo refrigerante vermelho ou abre um laptop com uma maçã na parte traseira? A partir de agora, até mesmo vídeos antigos terão propagandas nada discretas desse tipo — mesmo que a marca ou o produto em questão nem existissem no ano em que a produção foi filmada.

Essa medida, que vai maravilhar muita gente e deixar outras bem irritadas, será realidade muito em breve na indústria musical pop. A Universal Music Group, detentora dos direitos de inúmeros artistas recentes e antigos, fechou parceria com uma ferramenta chamada Mirriad para fazer essa transformação e "anexar" produtos específicos.

Parece mágica: os clipes, banners, objetos e até aparelhos como celulares são transformados da forma mais sutil possível, funcionando em telas de todos os tamanhos. Com o uso da computação, praticamente qualquer coisa por ser "substituída", mesmo que não haja um chroma key por trás da gravação original.

No caso da Mirriad, são várias as possibilidades, desde fechar anúncios com várias marcas ao mesmo tempo (uma semana a Coca-Cola anuncia e na outra, a Pepsi, por exemplo) e segmentar propagandas (trocar a logo de acordo com faixas etárias) a renovar publicidade (como uma loja antiga de um clipe dos anos 80 se transformando em um Walmart).

Por enquanto, apenas "vídeos selecionados" receberão a tecnologia em forma de teste. O primeiro artista a ser testado é o DJ e produtor Avicii.

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