(Fonte da imagem: Divulgação/Apple)

Desde que o saudoso Napster deu as caras — trazendo consigo enxurradas de músicas e popularizando o formato MP3 —, pregar o fim da indústria fonográfica, em seu formato clássico, era quase como “chover no molhado”. Afinal, com as músicas e bandas favoritas a alguns cliques de distância, era realmente necessário doses quase “patológicas” de ética e civismo para manter a dependência dos discos em prateleiras.

Bem, mas o que parecia a crônica de uma morte anunciada parece ter sido subitamente interrompida. De fato, após 14 anos de uma queda contínua, a indústria fonográfica experimentou o seu primeiro balanço positivo — embora 0,3 % seja um resultado um tanto tímido, sobretudo quando se considera o colosso da impressão de discos do final dos anos 90.

O “novo download”

O motivo para isso? De acordo com o NPD (grupo que efetua análises de mercado), trata-se do resultado da popularização e modernização dos serviços de streaming. Iniciativas como o iTunes, o Grooveshark e a Last.FM têm se tornado “o novo download” de músicas. E há vários motivos que tornam a possibilidade bastante razoável.

Em primeiro lugar, trata-se da praticidade no momento da utilização. Entrevistados pelo referido órgão atestaram a debilidade de programas de compartilhamento P2P (peer-to-peer) como motivo para a escolha de sites e serviços online.

Adicionalmente, há também as possibilidades de interação com referidos sites — que aparecem sempre com boas dicas para fãs de determinado gênero, o que simplesmente não ocorre em programas de compartilhamento.

Números animadores

Embora os motivos sejam controversos, fato é que a recuperação da indústria fonográfica pode ser atestada por números. Conforme divulgou o referido grupo, a prática de “ripar” CDs de amigos e familiares apresentou uma queda de 44%.

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Já o compartilhamento de arquivos ilegais foi reduzido em 25% e, por fim, o volume de downloads ilegais de arquivos de áudio caiu 28%. Enfim, parecem mesmo novos ventos para uma indústria que parecia não saber mais para onde correr.

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