Nesta semana, surgiu um relatório da indústria fonográfica mostrando que o mercado continua crescendo — não "apesar do streaming", mas "junto com o streaming". E o que também foi revelado é que uma mídia às vezes desprezada ainda é muito relevante em todo o mundo.

De acordo com a RIAA, em 2016 os discos de vinil foram resposáveis por receitas próximas dos US$ 430 milhões — 26% de todos os ganhos obtidos com a venda de mídias físicas. Mais do que isso, essa foi a melhor parcela obtida pelos bolachões desde 1985 — ano em que foi lançado "Brothers in Arms" (Dire Straits), "Meat is Murders" (The Smiths) e "We Are The World" (Michael Jackson's USA for Africa).

É claro que isso não significa que os discos de vinil estão fazendo com que o mercado de mídias físicas seja reerguido. A verdade é que as vendas de CDs continuam caindo e, por isso, a parcela atingida pelo vinil acaba ficando maior — lembrando que o público nostálgico também tem aumentado a busca por fitas-cassete. Há maior demanda? Sim! Mas ela não cresce no mesmo ritmo da queda dos CDs.

Será que os discos de vinil vão continuar nesse movimento durante os próximos anos?

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