A pedido do C&G Baby Club, o Dr. Caspar Addyman se uniu à psicóloga musical Lauren Stewart para criar uma “canção cientificamente comprovada para tornar bebês felizes” que poderia ser dada aos pais. Em uma publicação divulgada pela QZ, Addyman relatou como aconteceu esse processo e divulgou os resultados finais da iniciatva.

Segundo ele, a pesquisa envolveu conhecimentos anteriores sobre a maneira como bebês interagem com diferentes músicas e o estudo de “earworms”, aquelas canções que “grudam na orelha” mesmo que não gostemos delas. “Descobrimos, surpreendentemente, que há poucas pesquisas sobre as preferências musicais de bebês. Isso foi encorajador, já que significou que era um projeto válido do ponto de vista científico”, afirma o médico.

A gravação da música foi realizada pela artista Imogen Heap, que teve que seguir algumas recomendações. A canção teria que ser escrita em tom maior, incorporando uma melodia simples e repetitiva e aumentos de afinação, viradas de bateria e outros elementos capazes de provocar antecipação e surpresa. Além disso, a composição teria que ser feita em um tempo rápido e adotar um vocal feminino energético, idealmente gravado na presença de uma criança.

Heap criou quatro melodias, duas rápidas e duas lentas, sendo que cada uma tinha uma versão com e sem vocais. Antes de virar canções completas, elas passaram pela avaliação de 26 bebês com idades entre 6 e 12 meses, cujas respostas foram filmadas para detectar risadas, sorrisos e danças — as preferências dos pais também foram levadas em consideração durante essa etapa.

Processo atencioso

Após a melodia campeã ser escolhida, 2,5 mil pais do clube C&G votaram para escolher “sons bobos” que faziam seus filhos felizes. Por fim, a artista incorporou esses elementos em uma canção que pudesse agradar tanto aos pequenos quanto a seus pais, já que felicidade é um sentimento que costuma ser compartilhado.

“Depois de uma rodada final de ajustes, tentamos um teste diferente. Se você já viu um bebê animado, você sabe que dois minutos e meio é um tempo grande para segurar a atenção de uma única criança, que dirá duas dúzias. Quando a ‘Canção Feliz’ tocou, nos deparamos com um mar de rostos concentrados. Essa parte final não foi muito científica, mas definitivamente me convenceu de que tínhamos um sucesso em mãos”, afirma Addyman.

A canção finalizada deve ser usada em diversas pesquisas envolvendo bebês, que incluem o estudo da maneira como eles são introduzidos ao mundo da música. “Esperamos poder também investigar mais a fundo as respostas fisiológicas a canções felizes”, conclui o pesquisador.

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