Treta na indústria de smartphones. A revista Forbes entrevistou recentemente Rick Osterloh, Diretor de Operações da Motorola e, segundo a publicação, ele disse (de maneira implícita) que a Samsung deve se tornar irrelevante no mercado, assim como a Nokia e a Blackberry.

"A cada sete anos, a empresa que estava no topo do mercado desapareceu. Estamos passando por um desses fascinantes momentos em que as pessoas estão começando a perceber que você não precisa pagar US$ 600 por um telefone de alto nível a fim de obter uma experiência de alto nível", disse o executivo à Forbes.

Crescimento 

No trimestre passado (o primeiro como uma empresa da Lenovo), a Motorola vendeu mais de 10 milhões de smartphones, o que representa um aumento de 118% nas vendas. A Lenovo está confiante de que a Motorola voltará a ser lucrativa entre 4 a 6 trimestres. Mas, para que isso aconteça, ela precisa voltar a expandir sua presença global.

Um dos passos mais importantes que a Motorola está tomando é o retorno ao mercado Chinês, com a chegada dos seus principais dispositivos, como o Moto G, o Moto X e o Moto X Pro no país. Já há indícios de que o Moto X está sendo bem sucedido por lá.

É claro que a Motorola vai enfrentar uma concorrência feroz da Apple, Samsung e até da Xiaomi. Mas Osterloh acredita que a empresa tem a chance de se tornar tão relavantes quanto as maiores empresas do setor.

Força e expansão

Segundo o executivo, a força da Motorola está no fato de que ela oferece uma alternativa a outras marcas premium, mas com um valor muito melhor.

Mesmo sendo uma propriedade da Google, a gigantes dos softwares acabou restringindo o mercado da Motorola para apenas 10 mercados. Agora com a Lenovo, ela está presente em 50 países, e planeja voltar a entrar em outros 10 ou 15 em 2015.

A empresa ainda planeja lançar um novo aparelho top de linha neste ano equipado com o chipset Snapdragon 810. Além disso, a empresa deverá lançar em algum momento o sucessor do Moto E. 

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