Depois de passar por uma série de “mãos” nos últimos anos, a Motorola parece estar, pouco a pouco, recuperando o seu desempenho e, por que não, a sua ousadia. Dispositivos intermediários com recursos de categorias superiores e aparelhos que usam a modularidade de um jeito criativo, por exemplo, fazem parte do portfólio recente de produtos da marca. Pode ser necessário, no entanto, mais um tempo até que a companhia volte ao mesmo patamar do início desta década.

Por quê? Basicamente porque essa época trouxe, além de celulares fantásticos como o Atrix e o Droid RAZR, alguns projetos internos bem interessantes, mas que, infelizmente, nunca viram a luz do dia. Um desses diz respeito ao conceito de um smartphone da Motorola completamente voltado para a jogatina. Segundo uma postagem do site Motorola Fans, o brinquedinho feito sob medida para os games estava sendo desenvolvido em meados de 2011 e até recebeu algumas imagens de conceito, que você pode conferir abaixo.

Curtiu o brinquedinho?

A parte traseira denuncia toda a inovação do projeto

Pelo que dá para perceber pelos renders, embora o equipamento tenha um design frontal bem semelhante aos lançamentos da marca no período, a parte traseira denuncia toda a inovação do projeto. A câmera frontal, por exemplo, precisa ser deslizada para fora do corpo do aparelho antes que você possa tirar as suas selfies – poupando espaço na frente do celular – enquanto as lentes principais no verso do dispositivo possuem suporte a cliques 3D, lembrando tecnologias mais recentes, como o RealSense 3D, da Intel.

A região supostamente também traria um par de alto-falantes estéreo e um leitor de digitais – uma funcionalidade que é bastante popular nos dias de hoje, mas eram bem raras há 5 ou 6 anos. Em relação ao restante do hardware, não se sabe praticamente nada, mas é possível que o smartphone utilizasse muitos dos elementos mais utilizados da época, como uma bateria mais encorpada e processador TI-OMAP ou NVIDIA Tegra – ambos dual-core. E aí, você curtiria ver algo assim ou acha que não há necessidade de um celular 100% focado em jogos?

Atualização

Agradecimentos aos leitores que indicaram que o título da matéria erroneamente indicava a Nokia e não a Motorola como a dona do projeto. O texto em questão já foi corrigido e após uma extensa investigação descobrimos que as memórias do bizarro Nokia N-Gage foram as culpadas pelo vacilo. Obrigado!

Mancada, hein, N-Gage?

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