Os testes técnicos de câmera do DXOMark são muitas vezes polêmicos, especialmente por colocar o HTC 10 ao lado do Galaxy S7 em qualidade de imagem, mas é inquestionável a metodologia e perícia do pessoal do site ao fazer uma análise de câmera mobile. Por isso, a recente nota geral de “87” dada à câmera do Moto Z Force da Lenovo tem sido comemorada pelos fãs da marca, a antiga Motorola.

Com essa pontuação, o DXOMark afirma que esse smartphone tem a segunda melhor câmera do mundo entre smartphones, ficando atrás apenas de Galaxy S7 e HTC 10, que estariam empatados no topo da lista atual. O Moto Z tradicional também foi testado, mas, por ter um sensor mais simples, teve uma nota menor, 83.

De qualquer maneira, as análises dos dois dispositivos destacam que essas câmeras possuem, na maior parte, pontos positivos em detrimento de negativos. Com isso, usuários desses aparelhos podem aproveitar para capturar fotos de alta qualidade em praticamente qualquer condição de luz.

Moto Z Force

O teste do Moto Z Force mostrou imagens de altíssima qualidade, dando destaque para o alcance dinâmico, que consegue equilibrar corretamente a exposição em qualquer foto. O DXOMark chegou a identificar situações em que o aparelho deixou áreas muito claras estouradas, mas isso aconteceu muito pouco, praticamente não influenciando nos resultados do dispositivo na análise.

A representação de cores, a capacidade de capturar elementos em movimento e outros detalhes desse nível também foram elogiados. O sistema de HDR automático aparentemente é muito eficiente e consegue ajudar a melhorar as imagens sem deixar as cores artificiais ou resultar em ruído. Só foram encontradas fotos com ruído em partes muito azuis do céu, mas em pouca quantidade.

O sistema de foco a laser também foi elogiado, assim como a estabilização ótica de imagem para vídeo. A câmera do Moto Z Force conta com um sensor Sony IMX278 de 21 MP e abertura f/1.8. Confira a tabela com notas para foto e vídeo.

Moto Z

O Moto Z tradicional tem boa parte dos pontos fontes do Z Force no quesito câmera, mas, como seu sensor é mais simples, um Sony IMX230 de 13 MP, os resultados são piores no geral. É notável a inferioridade dele em relação ao irmão maior no alcance dinâmico, especialmente quando há partes da imagem sobre sombra. Essas áreas ficam bem comprometidas, com ruído e pouca definição.

Objetos em movimentação apresentam aquele efeito “ghosting”, que praticamente cria um “fantasma” seguindo o caminho da imagem. Em cenas completamente sob um só tipo de luz, entretanto, o aparelho consegue ótimos resultados. Em locais com pouca iluminação, na verdade, ele conseguiu representar as cores de forma mais viva que o Z Force.

Isso, entretanto, não foi suficiente para colocá-lo no topo da lista, e o Moto Z tradicional marcou 83 na captura de fotos e 84 na captura de vídeos. Os destaques vão para exposição, contraste e autofoco, que também funciona a laser nesse modelo. Confira a seguir as notas do DXOMark.

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