Pois é, o Moto 360 finalmente está aí. E com isso, chegou a hora de o pessoal do iFixit desmontar e estudar cada detalhe do smartwatch – além de, é claro, avaliar o quão difícil é a tarefa de reparar esse dispositivo.

Depois de tirar as pulseiras do dispositivo (que são compatíveis com qualquer outra pulseira de relógio comum, vale notar), começa a tarefa de abrir o aparelho. Pelo lado bom, o padrão de qualidade IP67 se mostrou verdadeiro no Moto 360: todos os selos são incrivelmente difíceis de serem retirados, o que quer dizer que ele está sim bem-protegido de água e poeira.

Por outro lado, desmontá-lo é um desafio. Isso porque toda a cola presente no aparelho, além da presença de um frágil anel de borracha, tornam todo o processo extremamente difícil de realizar sem algumas perdas. De fato, a própria equipe do iFixit acabou, por exemplo, destruindo o adesivo de proteção da parte externa do smartwatch.

Curiosamente, se você passar por tudo isso, vai encontrar uma bateria extremamente fácil de ser removida, com direito a uma aba feita para ajudá-lo a puxar a peça.

Menos do que imaginado?

Já que estamos falando da bateria do Moto 360, vale notar algo que vai desanimar muita gente: diferente do que havia prometido, ela não é de 320 mAh, e sim de apenas 300 mAh. Dessa maneira, o aparelho fica empatado com o Samsung Gear Live.

Isso não quer dizer que o aparelho tem menor duração que os outros, porém. Como dito anteriormente pelo site Mister Gadget, o Moto 360 durou dois dias e meio por carga – resta, é claro, maiores testes para confirmarem as boas notícias.

Nível de reparabilidade: 3

Por fim, como é costume do iFixit, o site avaliou o quão difícil é a tarefa de reparar o aparelho. E, como você pode ver acima, o resultado não é nada bom: o Moto 360 ganhou uma nota 3 em uma escala de um a dez, o que quer dizer não apenas que ele é incrivelmente complexo de consertar, mas que ele está entre os mais complicados dos smartwatches na hora de ser arrumado.

Do lado positivo, foi listada apenas uma vantagem – esta sendo a facilidade de substituir a pulseira do aparelho. Já na parte negativa, vemos que a bateria e a tela do smartwatch (duas das peças mais comumente trocadas em eletrônicos) pedem que você desmonte o acessório por completo. E isso envolve um processo incrivelmente cuidadoso, que pode muito bem destruir não só os principais componentes de hardware facilmente, como também os selos de proteção contra água.