Home office ainda é para poucos, segundo dados

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Por mais que a pandemia tenha impulsionado modelos de trabalho e estudo remoto, essa nova estrutura parece ser a realidade apenas de uma minoria. Um levantamento do NZN Intelligence, em parceria com o Estadão Summit Mobilidade Urbana, evento online e gratuito que acontece até sexta-feira, mostra que só 19,4% das pessoas têm conseguido trabalhar de casa durante a crise sanitária.

Os dados, que apontam tendências de mobilidade no último ano, mostram também que 43% dos brasileiros precisam se deslocar no mínimo 5 quilômetros para chegar ao trabalho. Além disso, o levantamento evidencia um medo generalizado entre quem precisa sair de casa: 42,9% dos respondentes saem só para trabalhar.

summit mobilidadeCerca de 43% dos brasileiros precisam se deslocar mais de 5 quilômetros para chegar ao trabalho durante a pandemia. (Fonte: Nelson Antoine/Shutterstock)

Com relação à forma de se locomover, ônibus, trens e metrôs, que enfrentam uma das maiores crises da sua história, foram os mais temidos entre os 2,2 mil respondentes: 83,5% das pessoas afirmam não se sentirem seguras no transporte público durante a pandemia.

Mudança de hábito

mobilidade na pandemiaCerca de 29% dos respondentes afirmam passear ao ar livre, mas 48% dizem que as pessoas ao redor não costumam usar máscara nem obedecer ao distanciamento social. (Fonte: Luciano Spagnol Ribeiro/Shutterstock)

Houve uma significativa mudança nos hábitos de mobilidade durante a pandemia: 45,3% das pessoas alteraram a forma de se deslocar. Os dados também apontaram uma alta na adesão aos aplicativos de carona — 12% da população passou a usar mais esse serviço.

A fuga de aglomerações levou a um aumento de 40,2% no uso do carro particular, e 31, 6% das pessoas passaram a se locomover mais a pé ou de bicicleta. A última transformação pode ser uma resposta à tendência global de incentivo à mobilidade ativa.

Outro motivo pode ser o aumento da procura por serviços de delivery, que aumentou o número de entregadores pedalando: 38,20% dos respondentes passaram a usar mais aplicativos de entrega de comida pronta.

Apesar do medo do novo coronavírus, espaços de lazer abertos, como parques, passaram a ser mais acessados, com 29% dos respondentes afirmando passear ao ar livre. Ainda assim, 48% dizem que as pessoas ao redor não costumam usar máscara nem obedecer ao distanciamento social.

Problemas de mobilidade permanecem

Apesar de as pessoas estarem circulando mais ao ar livre, velhos problemas de mobilidade urbana ainda têm afetado a qualidade de andar a pé ou de bike. Para 33,60% das pessoas, ainda faltam ciclovias, e 30,49% reclamam das ruas escuras.

Outro ponto interessante nesse contexto é que, enquanto metrópoles do mundo todo apostam em modelos como o Cidade de 15 minutos, no qual as pessoas podem acessar tudo o que precisam usando apenas esse tempo; para 36,22% dos entrevistados, ainda faltam serviços essenciais nas imediações de casa. Os respondentes reclamam de terem que andar muito para obterem o mínimo.

Futuro da mobilidade urbana

Muita gente quer manter os hábitos adquiridos mesmo depois de a pandemia acabar. O estudo revelou que 32,3% das pessoas pretendem caminhar, 40,4% querem continuar usando aplicativos de entrega e 37,5% desejam seguir usando máscara e álcool em gel em locais públicos. Confira o infográfico com os dados completos:

infográfico mobilidade

infográfico mobilidade(Fonte: NZN Intelligence/Estadão Summit Mobilidade Urbana)

Gostou desse debate? Participe do Estadão Summit Mobilidade Urbana. É online e gratuito e vai até sexta-feira (21).