Tesla é intimada por falhas em carros produzidos na China

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A Tesla foi convocada recentemente por autoridades chinesas para prestar esclarecimentos a respeito dos problemas de construção dos carros elétricos da marca comercializados no país, de acordo com relatório divulgado nesta segunda-feira (8) pelo The Wall Street Journal.

Conforme a publicação, a grande quantidade de reclamações dos consumidores e os vários recalls realizados pela montadora levaram a Administração Estatal de Regulamentação do Mercado a convocar a empresa de Elon Musk e a exigir dela melhorias nos processos para garantir a qualidade e a segurança dos automóveis.

A intimação, que também foi feita por outros quatro órgãos do país — Administração Central do Ciberespaço da China, Ministério dos Transportes, Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação e Gabinete de Resgate de Incêndio do Ministério de Gestão de Emergências — menciona três problemas nos carros da Tesla fabricados na China.

Os carros da empresa de Elon Musk tem enfrentado muitas reclamações no território chinês.Os carros da empresa de Elon Musk tem enfrentado muitas reclamações no território chinês.Fonte:  Unsplash 

Um deles é a aceleração repentina não intencional do automóvel, aumentando os riscos de acidentes, que já foi motivo de reclamação nos Estados Unidos. As outras duas maiores queixas dos chineses são relacionadas a incêndios de baterias e falhas nas atualizações de software over-the-air (OTA).

Tesla se pronuncia

À Reuters, a fabricante de carros elétricos disse que fará uma investigação minuciosa em relação aos problemas relatados pelos clientes, além de intensificar as inspeções nos veículos fabricados por lá.

“Seguiremos estritamente as leis e regulamentações chinesas e sempre respeitaremos os direitos do consumidor”, afirmou o representante da companhia em mensagem enviada à agência de notícias. Ele comentou ainda que a montadora aceitou as recomendações dadas pelas agências reguladoras.

É a segunda vez em menos de um ano que a Tesla tem problemas com as autoridades chinesas. Em maio passado, a empresa foi obrigada a instalar os chips mais recentes na central de controle dos modelos vendidos no país, após os clientes reclamarem que eles eram de uma versão anterior à utilizada nos EUA.