Donos dos 'Uber dos ônibus' protestam em SP contra restrição

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Donos de plataformas de viagens de ônibus compartilhadas, como Buser e 4Bus, fazem hoje uma manifestação nas ruas de São Paulo a partir das 11h por conta da decisão da Agência Estadual de Transporte de São Paulo (Artesp) de proibir a venda de passagens apenas para trechos do percurso. O protesto terminará em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do estado.

A resolução inviabilizaria o funcionamento dos chamados “Uber de ônibus”, cujo sucesso se deveu justamente à possibilidade de o passageiro montar seu próprio itinerário. O sistema traz vantagens tanto para o usuário, que economiza até 60% na viagem, como para a empresa, que otimiza recursos e custos.

“As medidas tratam as empresas como se fossem clandestinas, o que não é verdade. Além disso, a venda do circuito fechado [somente ida e volta] causa ociosidade de até 30% de assentos. É uma perda de receita que inviabiliza a operação”, disse à revista Exame o presidente da Buser, Marcelo Abritta.

Concorrência feroz

Os empresários ainda vão organizar uma carreata até Brasília para pressionar a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) a modernizar a regulação do setor, tanto para viagens intermunicipais como interestaduais.

Desde que surgiram, as plataformas de viagens compartilhadas de ônibus enfrentam a resistência do setor, que alega ser o serviço nada mais do que fretamento de ônibus. É este o argumento da Artesp, que lembra estar aberta, até 9 de novembro, uma discussão pública sobre o “circuito fechado”: “Este é o momento de apresentar propostas e soluções”, disse a agência em comunicado.

O ÁguaFlex, do grupo Águia Branca, é a primeira tentativa do setor tradicional de concorrer com os apps de viagens compartilhadas.O ÁguaFlex, do grupo Águia Branca, é a primeira tentativa do setor tradicional de concorrer com os apps de viagens compartilhadas.Fonte:  ÁguaFlex/Divulgação 

Em menos de um ano, em pelo menos sete estados o funcionamento das plataformas ficou sujeito a derrubada de liminares, que alegavam ser o transporte de passageiros entre cidades um serviço público, entregue a empresas do setor sob regras da legislação brasileira e determinação da ANTT.

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