Taí uma posição que nenhum brasileiro gostaria de estar: na liderança da produção de lixo eletrônico na América Latina. Os dados são do estudo Global E-Waste Monitor, levantamento que avalia em todo o mundo a quantidade de sujeira criada a partir de smartphones, computadores e outros itens usados relacionados a tecnologia. A pesquisa é realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O Brasil produz anualmente 1,5 mil tonelada e é o 7º maior produtor de lixo eletrônico do mundo — e apenas 3% desse montante é despejado adequadamente, o que preocupa, já que a composição química do descarte é tóxico ao meio ambiente e sua decomposição pode trazer muitos prejuízos à saúde.

Só para ter uma ideia, os cartuchos de toners de impressora, que costumam ser jogados fora sem muita restrição, contêm um pó que libera gás metano ao entrar em contato com o fogo. Isso não somente agride a camada de ozônio do planeta como também pode causar problemas respiratórios — além de aumentar o risco de explosões. A tinta proveniente dos mesmos cartuchos contamina o solo e lençol freático, o que deixa o terreno estéril e a água imprópria para consumo.

O que fazer então?

Várias cidades possuem programas municipais de descarte apropriado de lixo eletrônico, com pontos de coleta. Os próprios fabricantes costumam ter um serviço de atendimento próprio para isso, então sempre vale dar uma olhada no site deles e buscar por essa opção. Há também serviços pagos, que vão até o endereço recolher os equipamentos.

Outra alternativa é a doação para entidades beneficentes, pois computadores velhos e telefones, por exemplo, podem ser reaproveitados. Vale também ficar de olho nos produtos com o selo de sustentabilidade Energy Star.