A 99, empresa responsável pelo serviço de transporte particular de mesmo nome (e que atualmente engloba em um único aplicativo o 99 POP e 99 Táxi), anunciou novas medidas de segurança para o cadastro de motoristas no Brasil. As novidades são válidas para parceiros novos e antigos e serão tomadas após uma denúncia do jornal O Povo, que relatou que um motorista de Fortaleza usou uma placa falsa para cometer crimes contra passageiras.

Para começar, o cadastro de novos motoristas foi suspenso por duas semanas. Nesse período, a empresa vai realizar uma revisão completa do processo de cadastramento e, posteriormente, deve realizar mudanças. Além disso, a documentação de todos os condutores já aprovados será revisada — e quem apresentar qualquer inconsistência será chamado para conferência pessoal em um dos escritórios da companhia.

Fechando brechas

Outros recursos de segurança incluem uma ferramenta de reconhecimento facial para motoristas, além de funções já existentes, como o compartilhamento de rota em tempo real e dados visíveis de cada condutor.

"A 99 repudia qualquer forma de ilegabilidade e lamenta profundamente os casos de violência. Nos solidarizamos com as vítimas das ocorrências e seus familiares, prestando o apoio necessário a cada uma delas, e colaboramos ativamente com as autoridades, reiterando nosso total compromisso com a segurança", diz o comunicado.

Vale lembrar que, apesar de ser uma iniciativa correta por parte da 99, a empresa só chegou a tal ponto porque o sistema de checagem e aprovação de condutores era de fato falho.

Patrick Carneiro do Nascimento, de 26 anos, criava perfis falsos com dados pessoais de outras pessoas e chegou a usar uma placa de motocicleta no cadastro. Ele foi preso e vai responder por estupro e estelionato.