Já tem um tempo que as companhias de energia e empresas de tecnologia vêm se esforçando para modernizar as estradas, enxergando nelas uma potencial fonte de energia limpa. Desde quebra-molas que armazenam energia até painéis solares em plena pista, passando por rodovias condutoras de internet, diversos projetos já foram testados, mas poucos deles se mostram viáveis e sustentáveis.

Agora, uma instituição sem fins lucrativos chamada The Ray, criada por Ray C. Anderson, nos Estados Unidos, tenta desenvolver um projeto focado não apenas na geração de energia, mas também na eficiência em outras esferas.

Já em teste em um trajeto de quase 30 quilômetros na Rodovia Interestadual 85, no estado da Georgia, a WheelRight tem como objetivo alcançar zero desperdício, acabar com as mortes nas estradas e eliminar as emissões de carbono, além de gerar energia.

A estrada possui um trecho de 50 quilômetros quadrados composto por painéis solares acessíveis que testam um novo formato de captação, capaz de fornecer energia para todo o prédio do centro de visitações da WheelRight, que tem 500 metros quadrados.

Finos, altamente resistentes, antiderrapantes, eles podem de fato ser o futuro da energia do mundo.  O único empecilho continua sendo o custo elevado dessa tecnologia, embora a The Ray ainda não consiga estimar quando custaria para construir toda uma rodovia com esses painéis.

Além disso, o ambicioso projeto utiliza um sistema de escaneamento dos veículos para antecipar problemas que os condutores possam ter com seus automóveis. A tecnologia consiste em inserir vários postes de metal nas laterais da pista, interligados por sensores colocados no chão.

Quando entra na estrada, o carro é fotografado e, após um trajeto de apenas 20 metros, o motorista pode parar próximo a uma espécie de uma torre de controle, onde poderá ver até 20 imagens do pneu. Rapidamente, elas são processadas por um software desenvolvido pela The Ray que consegue fazer uma leitura dos dados dos pneus e até mesmo enviá-los para o smartphone do condutor.

Esses dados vão mostrar informações como a pressão dos pneus, por exemplo. Segundo a The Ray, conduzir com excesso de pressão nos pneus aumenta a pressão sobre as paredes laterais e a resistência ao rolamento, diminuindo a eficiência de combustível dos veículos.

Nesse teste que vem sendo feito, a tecnologia já mostrou que, dos 2,5 mil automóveis verificados inicialmente, 18% rodavam com pneus excessivamente inflados, o que corresponde a um consumo extra de 6 mil litros de combustível. Para o meio ambiente, isso significa 54 mil toneladas de emissões de dióxido de carbono a mais.

Após a fase de testes, a The Ray vai analisar a viabilidade para instalação de estradas similares em outras regiões. Você acha que uma alternativa desse tipo seria possível no Brasil?