As motos scooter de outrora mudaram e suas versões elétricas ficaram bem enxutas. Tornaram-se uma alternativa acessível e mais ágil no trânsito. Além disso, ganharam versões amigáveis ao meio ambiente e também conectadas com a web e dispositivos móveis. Isso tudo vem transformando as “smart scooters elétricas” como a grande aposta de mobilidade urbana do momento. A Google e o Uber confirmam essa tendência com uma injeção de verba na Lime, que agora deve expandir seus negócios.

De acordo com um anúncio da própria Lime, a rodada com os investidores levantou mais de US$ 335 milhões. Essa grana toda teve a liderança da Google Ventures, por meio da Alphabet, juntamente com a Institutional Venture Partners, a Atomico, a Fidelity Management and Research Company e outros que já fazem parte do grupo, como Andreessen Horowitz, Coatue, Fifth Wall e GIC e Singapore Sovereign Wealth Fund. O Uber teria injetado “uma quantia considerável”, segundo a empresa, sem citar valores.

Isso tudo seria uma resposta à rival Bird, a startup que chegou mais rapidamente à avaliação de US$ 1 bilhão — e atualmente está no patamar de US$ 2 bilhões. Com o novo ânimo financeiro, a Lime também chega nesse nível.

“Como scooters elétricas crescem em popularidade e se tornam uma melhor escolha para viajar distâncias curtas, a parceria aumenta a visão da Uber de se tornar uma plataforma de transporte para pessoas em todo o mundo. Não poderíamos estar mais entusiasmados com essa parceria e com o que ela traz para os pilotos em todos os lugares.”

Setor ainda precisa da revisão de sua regulamentação

A Lime atua hoje em dia em mais de 70 cidades nos Estados Unidos e na Europa, com uma rede de aluguel de scooters elétricas, bicicletas elétricas e convencionais. A ideia é aumentar esses números e aproveitar a cobertura do Uber para ampliar a oferta em muito mais lugares e regiões. Contudo, o uso desse transporte ainda precisa de uma revisão de leis.

Em vários Estados norte-americanos, por exemplo, o assunto é controverso. Enquanto para muitos usuários é uma forma mais rápida de transitar entre os quarteirões, para outros é uma ameaça aos pedestre e aos ciclistas, pois as máquinas estariam invadindo as calçadas e bloqueando estacionamentos, bicicletários e acessos aos cadeirantes.

Pelo visto, essas questões devem ser debatidas logo, pois, dado ao rápido avanço desse setor, logo veremos mais dessa alternativa disponíveis em mais partes do mundo, incluindo o Brasil.

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