Dois relatórios de empregos foram divulgados, mostrando o impacto das políticas adotadas em 2017 nos diferentes setores de energia: o USEER (“Relatório de Energia e Emprego dos Estados Unidos”), produzido pela NASEO (“Associação Nacional dos Funcionários Estaduais de Energia”), e outro elaborado pela Solar Foundation.

De acordo com o primeiro, o país criou 133 mil novos postos de trabalho nesse período. A produção a partir de carvão, gás natural e petróleo emprega 1,1 milhão, enquanto a geração nuclear e de outras fontes renováveis, 800 mil.

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A energia eólica foi o grande destaque, pois empregou 107 mil pessoas em 2017, um aumento de quase 6% em relação a 2016. A nascente indústria de armazenamento de baterias criou quase 6 mil postos, com uma taxa de crescimento de 12% nesse período. A geração a partir do gás natural abriu 19 mil vagas, enquanto a de carvão permaneceu em 92 mil. As empresas de energia solar utilizaram, no todo ou parcialmente, 350 mil trabalhadores, com mais de 250 mil gastando a maior parte de seu tempo na atividade.

Os números acima não incluem o processo de extração, importante para o setor de combustível fóssil. A mineração de carvão perdeu 2 mil posições de um ano para o outro, empregando 51 mil funcionários. A retirada de petróleo e gás natural obteve pequenos acréscimos, com 510.014 e 312.364 pessoas, respectivamente.

A Solar Foundation apresentou números similares em seu relatório. Foram 250.271 empregos em 2017, uma queda de 6% pelos padrões da NASEO e 3,8% pelos da organização, em comparação com 2016. A Tesla comprou a SolarCity e encerrou as vendas de painéis solares porta a porta, enquanto a indústria passou a se preocupar com o tipo de tarifas impostas aos painéis e células estrangeiros, justificando os resultados.

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