Falcon 9 Block 5, foguete lançado na última sexta-feira (11) pela empresa SpaceX, teve como missão inicial colocar um satélite de comunicação em órbita, o primeiro de Bangladesh. Após o cumprimento da tarefa, o retorno à superfície terrestre foi tranquilo. No entanto, o plano mais importante para o Block 5 ainda está por vir: levar astronautas até a Estação Espacial Internacional (ISS).

Esse equipamento, a princípio, não parece muito diferente de seus predecessores, mas, na verdade, representa quase duas décadas de esforços e aperfeiçoamentos da companhia de Elon Musk. A versão Block 5 do Falcon 9 deve ser a final, com capacidade para ser utilizada dez vezes e pouca ou nenhuma revisão/reposição de peças entre os lançamentos. O objetivo é que não ocorra ação entre os voos, como em aviões, segundo Musk. 

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A primeira variante do foguete foi lançada em 2010 e, desde então, apesar de alguns contratempos no caminho – como a missão que falhou em 2015 e um acidente que destruiu uma das naves em 2016 – a SpaceX conseguiu colocar o Falcon 9 em órbita mais de 50 vezes nos últimos 8 anos.

A viagem tripulada está prevista para início do ano que vem e será o primeiro lançamento de astronautas a partir dos Estados Unidos desde o encerramento de seu programa espacial, em 2011. Para que a NASA dê o OK para o uso com humanos, o Block 5 terá que voar sete vezes. Considerando a frequência de voos da SpaceX, isso pode ocorrer em questão de meses.