O que fazer quando somente a eletricidade de um Tesla não é o suficiente e você é uma empresa de gás natural? Transformá-lo em um veículo movido a hidrogênio seja uma alternativa. Foi isso que a alemã Holthausen Group fez: seu projeto Hesla é, basicamente, um Tesla Model S com algumas células de combustível.

A ideia é fazer com que o sedã alcance uma autonomia estimada em 1.000 quilômetros, o que representa quase o dobro no veículo elétrico original, que é de 542 km. A modificação está sendo comercializada por US$ 58 mil que, segundo o dono da empresa, Stefan Holthausen, já foi solicitada por diversas pessoas tanto na Alemanha quanto de outros países.

Hesla

No entanto, é improvável que a tecnologia vá superar os elétricos puros por enquanto, visto que a estrutura de reabastecimento para veículos movidos à hidrogênio ainda é bem pequena. Além disso, o custo de carros que contam com células de combustível é consideravelmente alto.

Isso não significa, no entanto, que o hidrogênio esteja descartado: a vantagem da autonomia e da facilidade de reabastecimento ainda são argumentos bastante válidos que podem fazer com que a tecnologia se torne uma ótima alternativa para o futuro.