Pesquisadores da Universidade de Pequim estão desenvolvendo uma câmera que fará parte do que eles mesmo estão chamando de “rede da repressão”, que é voltada para a identificação e autuação de veículos no trânsito sem precisar depender da placa.

A ideia é que o sistema consiga interpretar detalhes como pinturas, itens de decoração utilizados no carro e até mesmo riscos para identificar o veículo e evitar enganos em situações como, por exemplo, no caso de criminosos que mudam as placas do automóvel.

Um dos principais usos, no entanto, seria para multar condutores que ultrapassem os limites de velocidade. A tecnologia, segundo os pesquisadores, pode ir ainda mais longe e pode ser usada para coletar as identidades dos motoristas através de reconhecimento facial.

“A explosão no uso de câmeras de monitoramento na segurança pública reforça a importância da busca por veículos em uma base de imagens de grande escala”, explica um dos pesquisadores.

“Uma busca precisa, visando encontrar todas as variáveis determinadas em uma imagem de veículo, é uma tarefa desafiadora, já que automóveis diferentes vão se parecer muito quando compartilham os mesmos atributos visuais”. É aí que o reconhecimento facial fará a diferença.

Ainda assim, não há razões para se preocupar: a tecnologia ainda está em estágio inicial de desenvolvimento e pode demorar a chegar ao ocidente – se é que vai chegar em algum momento.