Uma das formas que a maioria dos carros autônomos faz para “ver” os seus arredores é através daqueles sensores meio estranhos, que ficam saltados na carroceria (geralmente no teto do veículo). Eles são conhecidos como LiDAR – um acrônimo para Light Detection and Ranging – e usam feixes de laser que, quando retornam para o sensor, ajudam o sistema a mapear o ambiente.

Acontece que, como o MIT Technology Review aponta, a peça ainda é o motivo pelo qual o custo da tecnologia autônoma como um todo permanece alto. Mesmo que algumas alternativas mais baratas já tenham surgido, elas ainda não oferecem o mesmo nível de detalhe que os carros autônomos precisam para operar com segurança.

Ainda, cada modelo de LiDAR tem suas características próprias – e algumas delas podem chegar a custar 80 mil dólares cada uma, como é o caso da HDL-64E, que é capaz de emitir 64 feixes simultâneos de laser e um alcance de 120 metros, enquanto outros, como o Puck, custa “apenas” 8 mil dólares, mas conta com apenas 16 feixes e alcance de 100 metros.

Algumas startups, como a Innoviz, quer produzir peças que podem custar cerca de US$ 100, mas o MIT aponta que não se sabe quando exatamente esses sensores ficarão disponíveis para uso final – o que pode levar alguns bons anos e também não dá garantia que vai ter o alcance necessário para as operações em rodovias, por exemplo.

A conclusão (meio óbvia, claro) é que, até a tecnologia ficar efetivamente mais barata, os primeiros carros totalmente autônomos poderão ser bem caros, podendo custar algo em torno de US$ 400 mil – um processo que soa bem normal, já que leva um tempo para a tecnologia popularizar.