Existem alguns componentes nos veículos que contam com umas peripécias muito maneiras de tecnologia e a gente simplesmente não dá a mínima. É o caso, por exemplo, dos retrovisores eletrocrômicos ou antiofuscamento, que ajusta seu “brilho” de reflexo de acordo com a intensidade da luz projetada sobre ele.

O que acontece, na realidade, é que o acessório conta com um ajuste eletrônico que escurece automaticamente o espelho, um processo chamado de eletrocromismo, que impede que luzes muito fortes, como os faróis altos de outros veículos, ofusquem a visão do motorista – o que pode ocasionar o chamado “Efeito de Troxler”, que consiste naquelas manchas que permanecem no campo de visão depois que você olha diretamente para um ponto de luz muito forte.

A Gentrex, uma fabricante de retrovisores eletrocômicos, diz que o fenômeno pode atrasar a reação de um motorista em até 1,4 segundos, o que, a 100 km/h, significa uma distância adicional de 37 metros até que você faça alguma coisa.

Para impedir que isso aconteça, os retrovisores atuam com o processo de eletrocromismo, que é ativado através de dois sensores de luz, um para detectar a luminosidade do ambiente e outro para os faróis dos outros veículos.

O vídeo abaixo, do canal “speedkar99”, explica bem como o processo acontece:

Os detectores podem ser fotodiodos, que convertem a luz em correntes elétricas, ou até mesmo câmeras que enviam sinais para um microprocessador que controla a opacidade de um gel eletrocrômico que fica entre os vidros do espelho.

Esse controle é feito por uma corrente elétrica que causa a oxidação dos compostos dentro do gel, fazendo com que eles escureçam e, consequentemente, limitem a quantidade de luz que é refletida pelo retrovisor.

Agora, da próxima vez que você olhar para um retrovisor antiofuscamento, provavelmente você vai valorizá-lo bem mais.