Imagine se alguém inventasse um produto inovador que salvasse mais de 1 milhão de pessoas num espaço de aproximadamente 50 anos. Foi isso que Nils Bohlin, engenheiro sueco, fez enquanto trabalhava para a Volvo na década de 50: ele é reconhecido como o criador do cinto de segurança de três pontas, o tipo mais comum em veículos hoje e um dos símbolos da evolução da tecnologia automotiva na parte de segurança.

A patente da invenção foi cedida a Bohlin pelo Escritório de Patentes dos Estados Unidos, o USPO, em 1962. Basicamente, o acessório consistia em duas fitas que se uniam em torno do quadril do motorista e que conseguiam manter seguras as porções superiores e inferiores do corpo.

Bohlin explicou, no documento enviado para oficializar a patente do cinto de três pontas, que o objetivo é “fornecer um cinto de segurança que, independente da força da estrutura do banco e de sua conexão com o veículo de uma forma física e fisiológica, retenha tanto a parte superior quanto inferior do corpo da pessoa ‘presa’ ao cinto contra a ação de forças direcionadas para frente e que seja fácil de afivelar e desafivelar”. O engenheiro levou menos de um ano para desenvolver o acessório.

Nos Estados Unidos, o cinto de segurança se tornou obrigatório na produção dos veículos em 1966, valendo para modelos a partir de 1968. No Brasil, o uso mandatório do cinto em todas as situações foi instituído apenas em 1997 – até então, era obrigatório apenas nas rodovias.

A Volvo, por sua vez, já utilizava o cinto de três pontas desde 1959 e fez questão de tornar a patente aberta para que outras montadoras pudessem utilizar o mesmo modelo – algo que felizmente foi feito.