Nós sabemos que, para um veículo elétrico ter autonomia, ele precisa usar a energia de suas baterias da forma mais eficiente possível. Então alguém poderia afirmar que os carros elétricos atuais e os conceitos que são apresentados poderiam ir mais longe sem todos aqueles painéis digitais, displays touchscreen e sistemas de som, correto?

Eis que a resposta para essa pergunta pode não ser tão simples assim e pode até surpreender algumas pessoas. Antes de mais nada, é preciso saber que o impacto efetivo desses elementos na autonomia dos carros elétricos é marginal, já que os modelos atuais ainda vem com uma bateria de 12V, que se encarrega de alimentar toda essa parte de acessórios e componentes, deixando que as baterias principais fiquem com a única tarefa de movimentar o veículo.

Não, as telas não fazem muita diferença sobre o quão longe seu carro pode andar

De qualquer forma, existe, sim, um impacto: as duas baterias, a que movimenta o veículo e a que alimenta os componentes, dependem da regeneração de energia por frenagem ou inércia. Isso significa que uma parte (pequena) da energia retornada, que poderia ir para as baterias principais e aumentar um pouco a autonomia, pode acabar indo para a bateria de componentes.

Essa quantidade de energia, no entanto, é marginal quando comparada a redução gerada pelo uso, por exemplo, de faróis e sistema de ar-condicionado, que diminuir de 5 a 7 por cento a autonomia total do veículo.