Quando o nome da LeEco ou da Faraday Future aparece nas notícias, a reação mais normal atualmente é uma risada nervosa: nada nunca parece dar certo para as duas empresas chinesas ligadas ao ex-CEO e ex-Chairman Jia Yueting. Depois de uma série de problemas, o executivo e bilionário chinês teve US$ 182 milhões em ativos congelados pela justiça.

A agência chinesa de notícias, a Xinhua, afirmou que o valor é referente aos bens de Yueting, sua esposa e mais três afiliados da LeEco. Tudo foi congelado depois que a empresa não conseguiu honrar seus compromissos financeiros, como empréstimos bancários, mesmo depois de seguidos pedidos por parte das instituições financeiras – o que levou os credores a entrarem com um pedido de preservação de propriedade.

Na semana passada, Yueting se afastou do cargo de Chairman da Faraday Future – empresa que recebia aporte financeiro direto dele –, dois meses depois de também se afastar da posição de CEO da LeEco. Contudo, ele insiste que seu foco continua sendo em produzir carros elétricos.

“Eu peço sinceramente que todos deem um pouco mais de tempo a LeEco, que deem ao negócio automotivo da LeEco um pouco mais de tempo”, disse o executivo em um post na rede social chinesa Weibo. “Nós vamos pagar nossos débitos com instituições financeiras, fornecedores e todo mundo”.

Ainda assim, um porta-voz da Faraday Future disse que os problemas de Jia Yueting não afetam em nada as operações da montadora, que recentemente colocou o seu FF 91 para participar no tradicional evento de Pikes Peak.

“Estamos cientes de que a propriedade de Yueting foi congelada na China como um procedimento legal para preservar os bens, já que ele deu garantias pessoas para o negócio de telefones móveis da LeEco. Essas notícias não tem impacto nas operações diárias da FF e estão, inclusive, alinhadas com os objetivos da empresa de diversificar as fontes de investimento para garantir que o FF 91 esteja nas ruas em 2018”, explicou o representante ao Jalopnik.

A companhia está tentando levantar fundos com investidores para conseguir dar andamento ao seu projeto – mas parece que o dinheiro é apenas mais um problema no extenso histórico da empresa.