Estudo da Intel revela como a direção autônoma pode ser mais “amigável”

Chamada: Nem todos estão prontos e se sentem confortáveis para andar num carro que dirige sozinho, então a Intel tentou descobrir o que pode ser feito para diminuir esse medo

Texto: A Intel conduziu um estudo para verificar como a experiência de andar em um carro autônomo pode se tornar mais amigável para os passageiros, já que nem todo mundo está preparado e se sente confortável o suficiente para entrar em um veículo que vai sair dirigindo por aí sozinho.

Para isso, a companhia conduziu um estudo com 10 participantes na região de Phoenix, nos Estados Unidos. Os testes foram feitos em uma área específica e consistiram em fazer com que as pessoas chamassem um veículo autônomo através de um aplicativo e andassem nele em uma rota pré-determinada. A ideia não era verificar a eficiência do serviço, mas como ele pode se tornar mais humano.

Para isso, a empresa equipou o carro com diversos monitores e alertas de áudio que permitem que o carro “comunique”, de várias formas diferentes, o que pretende fazer e como pretende fazer – além de outros mimos, como mensagens personalizadas que são exibidas no momento do embarque, com o nome da pessoa que solicitou o serviço, para evitar confusões.

Foto: Wayne Cunningham/Roadshow

Dentro do veículo, a rota planejada é mostrada para evitar que o passageiro seja pego de surpresa e também possa acompanhar o progresso até o seu destino. Paradas repentinas são antecipadas por alertas sonoros e uma voz que explica o motivo, seja por conta de um pedestre ou qualquer outro tipo de problema. O mesmo acontece para mudanças de rota, que também são explicadas para, de alguma forma, tranquilizar os ocupantes do veículo.

A Intel fez questão de gravar as reações a cada uma das ações, justamente para identificar pontos de melhoria ao longo de toda a experiência, que era considerada um sucesso se os ocupantes sentissem que podiam confiar plenamente no carro.

A evolução pretendida pela empresa é expandir as formas de interação entre o veículo e o ocupante e vice-versa, na forma de um possível sistema que responda aos comandos de voz e gestos dos passageiros.

Isso mostra que, além de conseguir identificar e responder ao que acontece ao seu redor, os carros autônomos também deverão ser capazes de entender o que está acontecendo em seu interior.