Round 6: psicólogo alerta sobre exibição de série para crianças

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Imagem: Netflix

Em entrevista concedida à revista People Magazine, o psicólogo Robin Gurwitch, do Duke University Medical Center, Estados Unidos, afirmou que as crianças não devem assistir a série Round 6, novo sucesso da Netflix, alegando que o conteúdo não traz nada de positivo para o público infantil.

Apesar de ser classificado para maiores de 16 anos, a facilidade de acesso de crianças a conteúdos adultos da Netflix, especialmente em lares onde não há fiscalização, parece estar preocupando uma autoridade de psiquiatria norte-americana.

Isso porque, em depoimento, o Dr. Gurwitch alertou sobre os perigos do seriado e reforçou sobre o impacto que subverter jogos infantis a violentas disputas de sobrevivência a todo custo pode trazer para a vida dos pequenos telespectadores.

“Começo o bate-papo de forma muito simples: 'tem havido muita conversa sobre esse novo programa, Round 6. Diga-me o que você ouviu sobre ele.' Assim você fica com uma ideia de onde a criança está vindo”, explica.

"Então, 'o que você acha disso? Como você se sentiu?' Discuta sobre o que está acontecendo e como tratamos os outros, e sobre o que é apropriado com nossos amigos quando jogamos."

A declaração do psicólogo não é a primeira que ataca a condução narrativa de Round 6, e outras instituições, como o Communal d'Erquelinnes Centre, na Bélgica, e o superintendente da cidade de White Plains, Joseph Ricca, também compartilharam suas opiniões, reiterando que "nunca é apropriado brincar de ferir umas [crianças] às outras" e sobre a importância de se comunicar com os filhos para instruir sobre a não participação em práticas que instiguem a violência.

(Fonte: Netflix / Reprodução)(Fonte: Netflix / Reprodução)Fonte:  Netflix 

"Certifique-se de estar ciente do conteúdo que seus filhos estão acessando online e de falar com eles sobre NÃO jogar 'jogos' violentos na escola... Não queremos que ninguém se machuque e não queremos gerar castigos disciplinares para alunos que realmente não entendem o que estão encenando", concluiu o instituto belga.