Netflix: CEO responde sobre especial de Dave Chapelle e assume erro

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Imagem: Dreamstime

Em entrevista para o Deadline, o CEO da Netflix, Ted Sarandos, assumiu seu erro em relação ao controverso especial Encerramento, de Dave Chapelle, acusado de apelar para piadas transfóbicas. Afirmando ter falhado na "comunicação interna" da empresa, o diretor executivo reforçou não ter racionalizado a dor de seus colaboradores, mas antecipou que não irá retirar o conteúdo da programação do streaming.

Nos últimos dias, a Netflix vem enfrentando desafetos internos após veicular o stand-up de Chapelle. Devido às acusações de transfobia e preconceito contra gêneros, um funcionário, que acabou vazando informações confidenciais do streaming como retaliação, foi demitido, ao mesmo tempo em que organizava uma greve ao lado de pessoas que apoiavam a exclusão do conteúdo do catálogo.

(Fonte: Amanda Edwards - Wereimage / Reprodução)(Fonte: Amanda Edwards - Wereimage / Reprodução)Fonte:  Wereimage 

Sarandos, por sua vez, negou as alegações impostas sobre o material e afirmou que as questões apresentadas “não se traduzem diretamente em dano no mundo real”, defendendo a "liberdade artística" do comediante e reforçando que não irá remover a produção da plataforma.

Ao mesmo tempo, o CEO admitiu ter errado na forma como conduziu essa decisão e sugere que deveria ter abordado as críticas com mais responsabilidade, buscando compreender a dor causada em quem assistiu o material.

"Em primeiro lugar, desde o início, estraguei a comunicação interna — e não me refiro apenas mecanicamente. Eu sinto que deveria ter feito questão de reconhecer que um grupo de nossos funcionários estava sofrendo muito com a decisão tomada, e eu deveria ter reconhecido antecipadamente antes de racionalizar qualquer coisa pela dor que eles estavam passando", disse. "Digo isso porque os respeito profundamente e adoro a contribuição que eles têm dado à Netflix. Eles estavam com dor, e eu deveria ter reconhecido isso primeiro."

Segundo Sarandos, não houve muita surpresa em relação à reação do público e de seus funcionários, já que "é impossível agradar a todos", e disse que "estamos tentando entreter o mundo e tomar decisões de negócios que protegem a liberdade criativa e os artistas, além de um espaço de trabalho seguro e respeitoso." E quando questionado sobre possíveis edições ou censuras no material, ele alegou não se envolver na produção dos materiais.

Embora ele deseje introduzir a Netflix como um terreno neutro ao dizer que Encerramento está dentro dos limites de aceitabilidade, Sarandos foi acusado de traição pela comunidade LGBTQIA+, ferindo compromissos fundamentais da marca: proteger a diversidade e propagar o respeito.