Inconsistências marcam estreia da série Cursed — A Lenda do Lago (CRÍTICA)

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A série Cursed – A Lenda do Lago chegou ao streaming da Netflix na sexta-feira (17) trazendo uma releitura da clássica lenda arturiana. A atriz Katherine Langford (13 Reasons Why) lidera a série, interpretando a personagem Nimue, uma jovem que reluta em aceitar o destino de liderar seu povo nos momentos difíceis que se aproximam.

  Netflix/Reprodução

A história começa com Nimue sendo eleita pelos “Ocultos” como a nova “Conjuradora”, uma espécie de líder da magia que seu povo possui. Ela acaba se recusando a aceitar o seu novo destino e tenta fugir de sua aldeia.

Identidade visual é o ponto forte da série Cursed

Nos momentos iniciais, podemos ver o que talvez seja o grande ponto forte da série: o visual. Com tantas séries abordando temas medievais, tendo a magia como pano de fundo, é impossível que Cursed não seja comparada a séries como Game of Thrones e The Witcher, por exemplo. 

No entanto, Cursed consegue ter não só uma cinematografia, mas também toda uma identidade visual única, bem diferente dessas outras séries. A ambientação do bosque onde o povo de Nimue vive apresenta um aspecto mais próximo aos contos de fadas, com flores coloridas e em movimento, caminhos desenhados por arbustos e pequenas cabanas simples. 

A cena mostra um céu vermelho com nuvens em formato de coroas, enquanto uma chuva de sangue atinge o castelo onde Merlin está. Tudo isso também chama atenção de quem assiste ao seriado.

Visivelmente, os efeitos especiais de Cursed são inferiores aos de outras produções do gênero, no entanto não é nada que incomode o espectador ou atrapalhe a trama.

  Netflix/Reprodução

Cursed tem desenvolvimento inconsistente

Apesar de ter um visual muito bonito, a série peca no tom ao tentar ser algo mais sério e adulto, como The Witcher, por exemplo, ao mostrar pessoas sendo queimadas em fogueiras, acusadas de bruxaria e, ao mesmo tempo, aproveitar-se da "aura" mais adolescente de Katherine Langford. Isso trouxe alguns momentos de romance desnecessários, que em nada contribuíram para o decorrer da história.

Katherine Langford fez um bom trabalho, todavia, sem o grande brilho e a força que a personagem necessita. O destaque do elenco vai para Devon Terrell, que interpreta Arthur.

As cenas de luta deixam a desejar

Outro ponto negativo que salta aos olhos de quem assiste são as cenas de combate. A falta de cuidado na direção fez as lutas soarem muito artificiais. Os golpes de espadas desferidos pelos personagens durante as lutas visivelmente são mal coreografados, dando a nítida visão de que não tem um oponente como alvo.

Cursed – A Lenda do Lago é uma boa aposta da Netflix com a proposta de trazer uma nova visão de uma lenda bastante explorada em livros e filmes. Porém, para as próximas temporadas, é preciso que se decida qual caminho seguir: se pretende ser épico ou mais suave. O meio-termo não se apresentou tão legal assim.

O que você espera de uma 2ª temporada de Cursed na Netflix?

Texto escrito por Marcelo de Morais via Nexperts.

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