(Fonte da imagem: Reprodução/Slate)

Na tentativa de inovar e incentivar o trabalho em equipe, algumas empresas como a Valve e a Microsoft possuem sistemas nos quais os próprios funcionários são responsáveis por avaliar o desempenho de seus colegas. No entanto, a maneira como a empresa de Redmond se estrutura internamente fez com que isso fosse encarado como um verdadeiro pesadelo por alguns de seus funcionários.

Quem afirma isso é David Auerbach, ex-gerente da empresa que descreveu os horrores do sistema em um artigo publicado na Slate. Segundo ele, para que uma pessoa fosse bem-sucedida, era preciso que ela fizesse com que vários de seus colegas fossem penalizados durante o processo de avaliação.

“Isso era aplicado em todos os níveis da organização. Mesmo se você fizesse parte de um grupo formado por três funcionários com alto desempenho, era provável que você seria avaliado tanto como ‘acima da média’, ‘dentro da média’ e ‘abaixo da média’”, afirma Auerbach.

Cultivando a paranoia

Segundo ele, a obrigatoriedade imposta pela empresa de que os funcionários deviam avaliar negativamente alguns de seus colegas fazia com que várias pessoas não se sentissem encorajadas a trabalhar em equipe. O clima geral era de desconfiança, e havia muito mais um interesse geral em prejudicar outras pessoas do que em ajudá-las.

Auerbach afirma que isso fez com que ele ficasse extremamente estressado e vivesse constantemente com a paranoia de que algo poderia acontecer. “Esse tipo de dissimulação organizacional destrói sua psique”, declarou. “Depois de deixar a Microsoft, fiquei com esse sentimento durante meses, sempre pensando nos verdadeiros objetivos daqueles que estavam ao meu redor, duvidoso quanto à veracidade das histórias que me contavam.”

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