Nesta semana, a Microsoft anunciou a sua nova plataforma criada para comunicação e colaboração em ambientes corporativos. Estamos falando do Microsoft Teams, que integra um serviço de chat, possibilidades do pacote Office e ambiente de trabalho compartilhado para otimizar processos em empresas. Parece uma excelente ferramenta, não é mesmo?

Pois a grande expectativa agora é de que esses novos recursos devem aniquilar outras startups que trabalham com ferramentas similares. Hoje, o mercado de comunicação corporativa é dominado pelo Slack — que se tornou o mensageiro número um das startups em todo o mundo.

Existe uma guerra a caminho? É bem possível que sim. Pois nesta quinta-feira, o Slack comprou uma página inteira do jornal The New York Times para enviar uma carta aberta à Microsoft. No documento — que também pode ser visto aqui —, o Slack diz “não estar com medo” da concorrência e ainda dá alguns conselhos.

A carta do Slack

Logo de início, o Slack diz que não é o número de recursos que importa, mas sim a profundidade das comunicações. A empresa diz que entende as necessidades das empresas com que trabalha, adequando seus sistemas de um modo “artesanal” e que leva em consideração o conhecimento adquirido; sendo isso muito mais do que criar um “comunicador empresarial”.

Indo além, o Slack diz que comunicação é uma coisa fundamental dos seres humanos e isso exige uma plataforma aberta e integrada — lembrando que o serviço possui 750 apps integrados. Depois disso, o Slack ainda revela que faz o seu trabalho com amor e humanidade que não conseguem ser vistos em megacorporações. Por fim, afirma que “está aqui para ficar” e ainda dá “boas vidas à revolução” para a Microsoft.

No texto, o Slack diz: “Estamos felizes de ver que vocês vão nos ajudar a definir uma nova categoria de produtos”. Apesar disso, o The Next Web diz que o tiro saiu pela culatra, pois fez a imprensa dos Estados Unidos acreditar que os executivos do Slack estão, na verdade, com medo do que virá.

Microsoft nada amigável

Pela fala de Ron Markezich (VP do Office 365), a Microsoft diz que não tem medo de competir com o Slack ou nenhum outro competidor similar. Ele diz que ferramentas desse tipo são “Applications du jour” — algo como “apps do dia” — e que isso não é nada duradouro. Segundo o executivo: “Pequenas empresas vêm e vão”, mostrando que os investimentos no Teams devem ser pesados.

Como lembra o Business Insider, na perspectiva de Markezich, o Slack “preenche um nicho muito específico” e diz que a plataforma encontrou sucesso focando em times pequenos, não sendo possível escaloná-los para grandes companhias — tanto por falta de recursos quanto pela falta de integração com apps voltados ao business.

Será que o Slack vai ser engolido ou os dois sistemas podem trabalhar juntos?