Com o aumento da procura por portáteis, o mercado de computadores desacelerou nos últimos anos. Mesmo assim, as fabricantes alternam bons períodos com outros em que o segmento fica bastante desaquecido. Ao contrário do que muitos esperavam, os últimos trimestres não mostraram declínio no mercado internacional, que agora se vê com uma certa estabilidade.

Quem afirma isso são duas empresas bem importantes no cenário global: Intel Corporation e Citigroup. De acordo com os analistas de ambas, o mercado está estabilizado depois de passar por declínios por anos seguidos — sendo que até mesmo o primeiro semestre de 2015 mostrou um pouco de problemas para crescer. De acordo com o site KitGuru, os aparelhos “2 em 1” têm sido vitais para a estabilização.

Apesar de ainda ser cedo para dizer que isso vai salvar toda a indústria, os analistas também esperam que o mercado volte a crescer em um futuro próximo. Novamente, boa parte dessa expectativa se dá pelo fato de os aparelhos híbridos estarem em crescimento — e “roubando” um espaço que antes estava sendo ocupado pelos tablets e, anteriormente, pelos netbooks.

E o Brasil?

Um estudo publicado pela IDC Brasil mostra que por aqui o mercado ainda não está estabilizado — e passa por quedas bem complicadas na indústria. Devido às altas do dólar e possíveis tributos novos, é possível que a indústria de PCs do Brasil fique R$ 70 bilhões abaixo do esperado para 2015. Pedro Hagge (analista de pesquisas do IDC) afirma: “Os números estão abaixo de nossa projeção e as vendas estão bastante estagnadas em ambos os mercados.”.

Mesmo assim, ele também acredita que o terceiro trimestre pode ser melhor. Um dos elementos-chave para isso é a Black Friday, que agora deve trazer novos traços inspirados no mercado americano, vendendo linhas mais antigas de equipamentos eletrônicos. “Em anos anteriores, no Brasil, linhas recém-lançadas eram vendidas por preços muito atrativos, algo que não deverá ocorrer em 2015".

Até o final do ano, a IDC Brasil estima que 7,4 milhões de computadores sejam comercializados, volume que representa uma queda de 29% frente a 2014, quando 10,3 milhões de PCs foram vendidos no país.

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