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The BRIEF

'Patrimônio nacional': Lula defende PIX após tarifas de 25% dos EUA

Em repúdio à nova taxação, o governo rebateu as críticas de concorrência desleal e confirmou que buscará retaliação comercial internacional.

Avatar do(a) autor(a): Felipe Vitor Vidal Neri

schedule16/07/2026, às 14:00

O governo brasileiro utilizou as redes sociais para defender o PIX, após o serviço ser citado pelos Estados Unidos como uma das razões pela nova tarifa alfandegária de 25%. Em uma nota oficial, republicada pelo perfil do presidente Lula (PT), o chefe do Executivo afirmou que a ferramenta é um “patrimônio nacional” dos brasileiros ao citar as alegações como “descabidas”.

Na madrugada desta quinta-feira (16), os EUA confirmaram a aplicação de uma tarifa adicional sobre produtos brasileiros. Como resposta imediata, a administração Lula rebateu as acusações realizadas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). “O dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”, pontuou.

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No centro das acusações está o PIX, entendido pelo governo de Donald Trump como um serviço que escancara práticas desleais com empresas norte-americanas. Jamieson Greer, representante do comércio da Casa Branca, apontou que o país quer que o PIX “concorra em igualdade com empresas americanas”.

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Tarifas chegam após meses de negaciações com os EUA (Imagem: Ton Molina/GettyImages).

A documentação oficial enviada pelo USTR explica que as políticas relacionadas ao PIX são “injustas e discriminatórias”. Greer indicou ainda que a Casa Branca não deseja que o Brasil pare de utilizar o mecanismo financeiro. No entanto, diz que a administração não quer que empresas estadunidenses sejam forçadas a anunciar ou sejam restringidas pela ferramenta.

Regulação de redes sociais

Além do sistema financeiro, os Estados Unidos também citam questões sobre a regulação de mídias sociais no Brasil. O USTR diz que tribunais brasileiros emitiram ordens sigilosas para que empresas norte-americanas removessem e derrubassem perfis sobre conteúdos políticos, em especial de brasileiros que moram no país.

O caso faz alusão às ordens do Ministro Alexandre de Moraes para que plataformas como o Rumble excluíssem os perfis do influenciador Bruno Aiub, o Monark. Isso gerou uma enorme queda de braço entre o Rumble, Moraes e a Trump Media, do presidente estadunidense Donald Trump.

Os inúmeros embates entre Moraes e suspensões temporárias do X (ex-Twitter) de Elon Musk também esbarram nesse caso. No entanto, o Brasil já se defendeu das acusações antes. Na opinião do governo brasileiro, todo o processo foi feito no âmbito judicial, por meio de processos regulares.

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Washington não afrouxa taxações ao Brasil (Imagem: Douglas Rissing/Getty Images).

Com o novo imbróglio, o governo Lula diz que irá acionar os instrumentos presentes na Lei da Reciprocidade e levará o caso para a Organização Mundial do Comércio (OMC). A lei citada foi aprovada em julho de 2025 e pode retaliar medidas impostas por outros países, como as novas tarifas.

Apesar do forte tarifaço, há uma longa lista de produtos isentos, como café, carne bovina, laranjas, petróleo bruto, castanhas, helicópteros, determinados minérios e vários itens de tecnologia. Dentre os itens afetados estão o etanol, maquinário elétrico, calçados, papel, produtos químicos, açúcar orgânico e bens de capital. A medida passa a valer a partir de 22 de julho.

Por falar em Donald Trump, o mandatário norte-americano criticou a suspensão de data centers em Nova York e ainda alertou sobre o avanço chinês em IAs. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

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