Um grupo de funcionários e ex-funcionários abriu um processo contra a Meta, acusando a empresa de tecnologia de utilizar ferramentas de inteligência artificial (IA) em recentes processos de demissão. As pessoas alegam que esses serviços foram discriminatórios em vários dos casos.
O argumento é de que a Meta violou uma série de leis trabalhistas de proteção ao funcionário e teria cometido atos discriminatórios, inclusive em relação a licença-maternidade e pessoas com deficiência. O grupo pede que a companhia incorpore novamente quem foi dispensado.
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Em nota, a Meta diz que as acusações não são fundamentas e nem baseadas em fatos. "O gerenciamento da força de trabalho e decisões organizacionais foram e são tomadas por pessoas, não IA", diz o comunicado.
A acusação contra a Meta
De acordo com a ação judicial, que foi aberta na última segunda-feira (13) em um tribunal da Califórnia, a Meta teria usado um sistema de IA para estabelecer os critérios de demissão, com as ferramentas adotadas para "pontuar, classificar e selecionar os funcionários a serem incluídos na lista".
- Os documentos apontam que a "constelação de sistemas internos" com IA chamado de Metamate teria sido treinada com dados dos próprios funcionários, incluindo o recente e polêmico sistema de monitoramento de teclas e atividades que rastreia a navegação do colaborador;
- A companhia também teria adotado "painéis de uso de tokens de IA" e processos de classificação de desempenho com base em algoritmos;
- O problema dessa classificação é que colaboradores que estavam de licença pelos mais variados motivos, inclusive por dispensa médica, não teriam tantas métricas para comparação com os demais colaboradores — ou seja, já estariam mal classificados por padrão e foram classificados como passíveis de demissão".
"O resultado foi que os funcionários que tiraram licenças protegidas foram selecionados de forma desproporcional para demissão, com base em uma pontuação que não apenas deixava de levar em conta essas licenças, mas que, na prática, penalizava os funcionários por exercerem seus direitos legais a elas", diz o documento.
O grupo de 26 funcionários não foi nomeado no processo, mas trabalhava em escritórios da Meta em diferentes cidades dos EUA e foram afetados pela recente demissão em massa da companhia, que envolveu o corte de 8 mil funcionários para ampliar os investimentos e o foco em IA. Eles alegam que todos têm em comum o fato de terem pedido ou recebido permissão de dispensas legítimas nos últimos dois anos.
Por que a Meta desligou a criação de imagens por IA com fotos do Instagram? Descubra nesta matéria!
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