A Casa Branca supostamente pressionou a Apple a usar as fábricas da Intel para a criação de novos produtos, segundo uma reportagem do The Wall Street Journal. Tudo começou no momento em que a Maçã tentava negociar uma isenção para as tarifas recíprocas de Donald Trump, até perceber que a Intel também entraria no pacote.
O texto indica que em agosto de 2025, Tim Cook, o CEO da Apple, estava em Washington para firmar um acordo com a administração republicana. Na ocasião, Cook desejava uma redução nas tarifas de 100% sobre semicondutores, que fatalmente aumentaria os custos de produção da empresa de forma bem considerável.
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Na época, o chefão da Apple se reuniu com Donald Trump e o Secretário do Comércio, Howard Lutnick, e conseguiu a isenção desejada. Porém, a ideia da Casa Branca era que a Apple começasse a utilizar chips da Intel em seus produtos novamente — algo que a Apple precisou aceitar.
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Rumores de maio já indicavam que Apple e Intel haviam firmado um acordo de moldes clássicos: a Intel produz os chips, a Apple os usa em seus aparelhos. O movimento permitiria à dona do iPhone lidar melhor com a escassez de semicondutores enfrentada atualmente e ainda daria um respiro nas contas da Intel.
Por que a Casa Branca quis ajudar a Intel?
Embora o cenário recente da Intel não seja dos melhores, a companhia azul basicamente dominou o mercado na década passada. Seja em computação doméstica ou de alto nível, a empresa era a grande fabricante de chips disponível, afinal de contas a AMD não estava com forças necessárias para rivalizar.
Apesar disso, crescentes problemas no desenvolvimento de produtos, gerações de processadores sem inovações e crises globais afetaram fortemente a Intel. Com tantos problemas desde 2020, a companhia passou a ter dificuldades para respirar, perdeu seu antigo CEO e precisou ser salva pelo governo norte-americano.
Também em agosto de 2025, o governo Trump havia comprado 10% das ações da Intel e começou a “empurrar” a empresa para todos os lados. O motivo, segundo manifestações recentes do presidente, é a necessidade de mais chips serem produzidos em solo estadunidense e não em outros países.
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Como a Intel é uma empresa puramente dos Estados Unidos e uma das visões de Trump era a produção de tecnologia dentro do país, os interesses se alinharam. A ideia do mandatário é que as companhias locais parem de depender de fornecedoras externas, especialmente da Ásia.
Mesmo com o acordo firmado com a Intel, a Apple ainda depende firmemente da TSMC, que constrói o design dos seus chips. Apesar disso, a união com a Intel é um passo extra para reduzir essa dependência contra a gigante taiwanesa e agradar e acalmar os ânimos em Washington.
Por falar em tecnologia, Trump chegou a zombar de figuras como Jeff Bezos e Mark Zuckerberg em um livro recente. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.
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