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The BRIEF

Culpa da IA: consumo de eletricidade do Google aumentou 37% em 2025

O aumento recorde no uso anual de energia elétrica do Google tem relação principalmente com os data centers de IA.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule06/07/2026, às 10:45

O consumo de energia elétrica do Google aumentou 37% em 2025, a maior elevação registrada pela empresa até o momento, em meio à expansão da sua infraestrutura de inteligência artificial. A informação está no relatório de sustentabilidade mais recente da companhia de Mountain View.

Divulgado esta semana, o documento ressalta que a big tech foi capaz de manter os níveis de emissão de carbono operacionais baixos mesmo gastando mais eletricidade. Isso foi possível graças à compra de grandes quantidades de energia limpa ao longo do ano para alimentar as redes que abastecem suas operações.

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Aumentos frequentes desde 2019

No ano passado, os data centers do Google consumiram 42 milhões de MWh de eletricidade, respondendo pela maior parte dos gastos de energia. Trata-se de um aumento expressivo se comparado aos 30,6 milhões de MWh registrados por essas instalações em 2024.

  • O consumo total anual de 2024 também havia aumentado, em 27%, mas ainda assim abaixo da elevação de 2025;
  • Segundo o Relatório Ambiental do Google 2026, a tendência de alta vem desde 2019, com os gastos de energia subindo nada menos que 250% nos últimos seis anos;
  • A gigante da tecnologia atribuiu os números elevados ao crescimento do Google Cloud, o uso intenso do YouTube e à operação de data centers para atender produtos e serviços baseados em IA;
  • Em alguns casos, o gasto energético anual dos centros de dados da empresa chega a superar o uso de eletricidade de países inteiros.
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Os data centers são os maiores vilões da conta de luz do Google. (Imagem: gorodenkoff/Getty Images)

Já em relação às emissões operacionais de carbono, a redução foi de 2% no período e a companhia afirmou que planeja melhorar o desempenho com mais investimentos em energia limpa e parcerias locais. Por outro lado, as emissões totais aumentaram 18% entre 2024 e 2025 devido a problemas da cadeia de suprimentos na região Ásia-Pacífico.

“Nossa estratégia de longo prazo para a aquisição de energia limpa vem apresentando resultados impressionantes. Em 2025, mais de 25 projetos contratados entraram em operação, adicionando quase 2 GW de nova energia limpa às redes que abastecem nossas operações”, apontou a empresa, no documento.

A big tech também afirma ter um plano ousado para repor mais água do que o consumido pelos data centers nos Estados Unidos até o final da década. Confira os detalhes nesta matéria.

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