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The BRIEF

China rejeita críticas e afirma que inovação fortalece economia mundial

Li Qiang defendeu o crescimento tecnológico da China e contestou acusações de vantagem obtida por apoio estatal

Avatar do(a) autor(a): Alice Labate

schedule24/06/2026, às 17:15

A China defendeu nesta quarta-feira, 24, que seus avanços tecnológicos devem ser vistos como uma oportunidade para a economia global, e não como uma ameaça. Durante a abertura do Encontro Anual dos Novos Campeões do Fórum Econômico Mundial, conhecido como “Davos de Verão”, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, afirmou que as inovações do país ampliam o acesso a tecnologias avançadas e podem beneficiar mercados de diferentes regiões. As informações são da AP.

O discurso foi realizado em Dalian, cidade localizada no nordeste da China, em meio ao aumento das tensões comerciais entre Pequim e países ocidentais. Nos últimos anos, governos dos EUA e da Europa têm manifestado preocupação com o crescimento acelerado das indústrias chinesas de alta tecnologia, incluindo setores como inteligência artificial (IA), veículos elétricos, baterias, semicondutores e robótica.

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Ao abordar essas críticas, Li reconheceu que existe um debate internacional sobre o chamado “Choque Chinês 2.0”, expressão usada por analistas para descrever os impactos da expansão tecnológica do país sobre economias avançadas. Segundo ele, porém, a definição mais adequada seria “Oportunidade da China 2.0”. “Do ponto de vista do desenvolvimento global, ‘China Opportunity 2.0’ significa que haverá um acesso mais amplo a tecnologias avançadas e benefícios mais amplamente compartilhados”, afirmou.

O primeiro-ministro acrescentou que os produtos e tecnologias desenvolvidos pelas empresas chinesas estão ampliando as opções disponíveis para consumidores e empresas em todo o mundo. “As tecnologias e os produtos emergentes da China estão trazendo ao mundo não choques, mas oportunidades. Não ameaças, mas empoderamento”, declarou.

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Pequim rebate questionamentos sobre subsídios

A fala ocorre em um momento em que o crescimento das exportações chinesas de veículos elétricos, painéis solares, chips, baterias e sistemas de IA tem gerado reações de governos preocupados com possíveis excessos de oferta e impactos sobre suas indústrias locais. Em resposta, alguns países vêm adotando medidas consideradas protecionistas para limitar a entrada desses produtos em seus mercados.

Li também contestou as acusações de que o sucesso tecnológico chinês é resultado principalmente de subsídios governamentais. Autoridades dos EUA e da Europa argumentam que o apoio estatal oferece vantagens competitivas às empresas chinesas.

Em relatório divulgado em junho, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirmou que grandes programas de subsídios governamentais, inclusive na China, podem distorcer mercados globais e criar condições desiguais de concorrência.

Segundo o primeiro-ministro, os principais fatores por trás da expansão tecnológica do país são o tamanho do mercado doméstico, que reúne cerca de 1,4 bilhão de habitantes, e os altos investimentos realizados pelo setor privado.

Como exemplo, ele citou empresas como a Huawei e a fabricante de robôs Unitree, que ganharam participação de mercado nos últimos anos. Ambas enfrentam restrições nos EUA: a Huawei está sujeita a sanções ocidentais há anos, enquanto a Unitree foi incluída neste mês em uma lista do Pentágono de companhias chinesas supostamente ligadas às Forças Armadas do país, o que impede a empresa de disputar contratos de defesa americanos. 

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