Os aceleradores de IA da Nvidia banidos de serem exportados para a China mais que dobraram de preço no mercado ilegal do país. Uma reportagem do site Financial Times aponta que os bloqueios tecnológicos impostos pelos Estados Unidos e até a recusa da China por alguns chips gerou essa inflação nos preços.
Segundo a matéria, a principal afetada é a plataforma DGX B300, uma das topo de linha da companhia. Equipada com oito aceleradores DGX B300, processadores Intel Xeon e até 2 TB de memória de vídeo, este equipamento passou a ser vendido por US$ 1,1 milhão (cerca de R$ 5,7 milhões) na China. Nos EUA, o preço médio é de US$ 400 mil (R$ 2,1 milhões).
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Até mesmo placas de vídeo profissionais, como as RTX 6000 Pro com a arquitetura Blackwell, receberam aumentos. No mercado ilegal chinês, a versão com 96 GB de memória custa perto dos US$ 20 mil (R$ 100 mil). Já a comercialização nos Estados Unidos custa perto dos US$ 13 mil (R$ 70 mil).
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Entrevistas com diversos negociadores chineses confirmaram esses números, que mostram como alguns compradores chineses conseguem driblar o bloqueio imposto pelos americanos.
Chips e plataformas recentes, como a já mencionada DGX B300, GB200, RTX 6000 Pro e a RTX 5090 não podem ser legalmente vendidas ao país asiático.
Como o mercado ilegal age na China?
O bloqueio tecnológico dos EUA em relação à China não é novo, mas passa por constantes atualizações, conforme novos produtos são lançados. Ao mesmo tempo, o governo relaxou as barreiras para aceleradores mais antigos, como os H200, mas que não empolgam tanto por conta da performance bem ultrapassada frente aos mais modernos da Nvidia.
Nesse contexto, inúmeras empresas chinesas tentam burlar esse bloqueio ao encomendarem aceleradores da Nvidia pelo mercado negro. Neste processo, os chips e estações de trabalho saem dos EUA com destino a empresas de fachada no oriente, como Cingapura ou Malásia. De lá, são desviados para a China.
Do lado legal desse tipo de exportação, nem mesmo a China quer os chips H200 liberados pelos Estados Unidos. Essa foi uma informação confirmada pelo até então chefe de IA da Casa Branca, David Sacks, em dezembro do ano passado. O fator “independência tecnológica” aparece como uma das razões para o desinteresse.
Uma estratégia usada pelas empresas chinesas era importar chips de placas de vídeo gamer poderosas e adaptá-las para o uso em IA. A Nvidia então lançou variantes mais fracas da poderosa RTX 5090 para o mercado chinês, mas que não chamou a atenção dos compradores pelo desempenho reduzido.
Por falar na Nvidia, um novo sistema da empresa chamado de Halos for Robotics quer tornar robôs autônomos mais seguros para a humanidade. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.
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