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The BRIEF

Samsung não é mais a marca sul-coreana mais valiosa; conheça a SK Hynix

O forte impulsionamento causado pela ascensão da inteligência artificial fez com que a SK Hynix e outras marcas asiáticas ganhassem caminhões de dinheiro.

Avatar do(a) autor(a): Felipe Vitor Vidal Neri

schedule22/06/2026, às 18:00

A SK Hynix ultrapassou a Samsung e se tornou a empresa sul-coreana com o maior valor de mercado, com incríveis US$ 1,35 trilhões em valor (cerca de R$ 7 trilhões em conversão direta). Com esse impulsionamento, a companhia também se transformou na maior fabricantes e memórias do planeta, alavancada pela febre de inteligência artificial.

Nesta segunda (22), as ações da sul-coreana fecharam em alta de 5,6% e ajudaram a elevar seus ganhos. A Samsung segue logo atrás, colada com seus US$ 1,34 trilhões em valorização, que tem oscilado bastante. Apesar disso, nenhuma das duas entrou no top 10 das empresas mais valiosas do mundo.

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O sucesso da SK Hynix vem de uma escalada absurda, já que teve uma valorização de mais de 340% neste ano. Além da Samsung, outra companhia que observa esses saltos de perto é a Micron (US$ 1,28 trilhão). A lendária empresa de memórias resolveu se especializar na fabricação de hardware para o mundo profissional e deixou o mercado doméstico de lado.

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Crise de memórias fortaleceu essa indústria, apesar dos altos preços no varejo (Imagem: Wolterk/GettyImages)

Mesmo assim, tanto a SK Hynix, quanto a Samsung e Micron estão bem distantes das maiores empresas de semicondutores do planeta. A TSMC, por exemplo, ostenta mais de 2,4 trilhões em valor de mercado (R$ 12 trilhões). Já a Nvidia, maior empresa da atualidade, ultrapassou a barreira dos US$ 5 trilhões (R$ 24 trilhões).

Demanda por IA alavanca empresas

O motivo para que SK Hynix, Samsung e Micron tenham saltos tão absurdos assim é a necessidade por mais componentes para alimentar data centers de IA. Conforme mais empresas criam novas tecnologias pautadas em inteligência artificial, a demanda pela capacidade produtiva aumentou exponencialmente.

Não somente para o treinamento dessas IAs, mas também para o armazenamento de dados, os data centers viraram estruturas muito importantes. Para equipar esses centros de dados, peças como GPUs, CPUs e memórias começaram a ficar ainda mais valiosas e o mercado viu uma oportunidade única.

Como a demanda ficou alta demais, a indústria começou a aumentar o preço de chips de memória e armazenamento. Marcas como a Samsung alimentaram essa prática em 2025, com aumentos iniciais de 60% e que já passam dos 100% por módulo. A ideia era lucrar mais ao passo que a produção não aumentasse tanto.

Uma análise da Counterpoint Research indica que o mercado de memórias DRAM atingiu um recorde histórico de US$ 97 bilhões (cerca de R$ 500 bilhões) somente no primeiro trimestre de 2026. No lado do armazenamento, com as memórias NAND, a receita foi de US$ 46 bilhões (R$ 230 bilhões).

Por falar nesse tipo de componente, marcas chinesas como Huawei e Xiaomi trabalham em um novo tipo de memória que almeja reduzir as latências nos smartphones. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

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