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The BRIEF

Brasileiros trocam celulares novos por seminovos premium, diz relatório

Participação de usados salta para 78% no mercado nacional, enquanto interesse por lançamentos mais caros perde força em 2026.

Avatar do(a) autor(a): Rafael Farinaccio

schedule18/06/2026, às 13:15

O comportamento do consumidor brasileiro de smartphones mudou drasticamente. Em vez de correr para as lojas atrás dos últimos lançamentos, o foco agora é o mercado de usados de alto padrão. Segundo o relatório Intelligence Report 2025-2026, divulgado pela plataforma Mercado Phone, a participação de celulares seminovos nas vendas saltou de 60% para 78% em apenas um ano, enquanto os aparelhos novos recuaram para 22%.

O levantamento indica que o movimento não é apenas uma busca por preços baixos, mas uma estratégia de consumo mais madura. Parte dos brasileiros passou a adotar uma lógica de atualização comparando durabilidade, desempenho real entre gerações e valor de revenda, optando por modelos topo de linha de anos anteriores.

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Domínio da Apple e queda dos lançamentos caros

A marca da maçã lidera de forma absoluta o mercado de seminovos no país. No topo do ranking de vendas, o iPhone 13 manteve a liderança isolada, seguido por uma forte ascensão dos iPhones 14, 15 e 15 Pro Max. Por outro lado, modelos mais recentes e caros começaram a perder espaço: o iPhone 16 Pro Max deixou a lista dos cinco mais vendidos, e o atual iPhone 17 Pro Max caiu da segunda para a terceira posição.

Essa preferência abrange desde opções mais acessíveis, como o iPhone 11 (com preço médio de R$ 2.372), até o cobiçado iPhone 17 Pro Max seminovo, que registra tíquete médio de R$ 9.009. Entre eles, modelos consolidados como o iPhone 15 (R$ 4.328) e o iPhone 15 Pro Max (R$ 6.091) despontam como escolhas de excelente custo-benefício.

Profissionalização do setor atrai consumidores

Para Maycon Richart, fundador e CEO da Mercado Phone, a percepção do consumidor em relação ao aparelho usado mudou graças à retenção de valor e ao longo ciclo de vida dos produtos da Apple. “O mercado de seminovos está consolidado e sendo percebido como um negócio cada vez melhor”, avalia o executivo.

Outro fator decisivo para essa aceleração é o amadurecimento do varejo de usados. As mais de 3.500 lojas mapeadas no país estão mais estruturadas, oferecendo curadoria rigorosa, garantias estendidas e serviços de pós-venda que antes eram exclusividade dos aparelhos lacrados. Esse aumento de confiança fortalece a economia circular e transforma o seminovo premium na escolha inteligente para quem quer tecnologia de ponta sem pagar o preço de uma loja oficial.

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