Nesta terça-feira (16), a Índia bloqueou temporariamente o Telegram no país após o aplicativo de mensagens ser usado para tentar fraudar uma prova nacional de medicina. Muito popular no país, o mensageiro está indisponível para uso, uma vez que quadrilhas especializadas em fraudes estariam usando o app para prejudicar candidatos do exame. O mensageiro não se posicionou sobre o caso.
A informação foi confirmada pela Agência Nacional de Testes do Ministério da Educação nesta terça-feira (16). Em nota, a organização salienta que esse bloqueio é uma resposta direta ao uso da plataforma para tentar prejudicar os candidatos do exame. Um bloqueio como esse é uma ação inédita no país.
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O bloqueio ficará em vigor até a próxima segunda (22), quando o exame nacional para os cursos de medicina for concluído pelos estudantes. Chamado Exame Nacional de Elegibilidade e Admissão (NEET), a prova é uma das mais importantes da nação sul-asiática, que tem mais de 1,4 bilhão de habitantes.
Por enquanto, os responsáveis pelas tentativas de fraudes ainda não foram localizados pelas autoridades. Provedores de internet como a Reliance, Bharti e Vodafone ainda não explicaram se já começaram a proibição das plataformas. Google e Apple irão cooperar e retirar momentaneamente o Telegram de suas lojas digitais, diz fonte da Reuters.
Exame já foi adiado por vazamento de questões
A utilização do Telegram para tentar fraudar provas nacionais não é algo exatamente inédito para os indianos. No mês passado, o NEET foi cancelado após as autoridades de educação do país descobrirem que houve um grande vazamento de questões. Uma investigação foi aberta para encontrar os responsáveis.
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Mesmo assim, o governo indiano explicou que o Telegram era utilizado como uma plataforma de compra e venda das questões desse exame. A situação ficou ainda mais complexa quando milhares de estudantes foram às ruas para protestar e exigir a saída do Ministro da Educação, Dharmendra Pradhan.
O bloqueio temporário do Telegram também vigora como uma ação sem precedentes para o país. Essa decisão só foi tomada por conta da Lei de Tecnologia da Informação do país, que permite o banimento ou bloqueio de determinados sites, aplicações e serviços em situações de “interesse da soberania e integridade da Índia”.
Embora essa tenha sido a solução encontrada pelo governo, grupos de ativistas como o Freedom Foundation citam que a decisão infringe a liberdade de expressão. “Encerrar as atividades do Telegram é uma solução paliativa e uma resposta desproporcional à fraude em exames”, explica o grupo.
Já o governo se desculpou pelo inconveniente e citou que essa escolha foi um “último recurso”.
Por falar no Telegram, uma pesquisa da Check Point indicou que a rede social ainda é a preferida dos criminosos por conta das regras de moderação mais brandas. Para mais informações sobre redes sociais e serviços de tecnologia, fique de olho no site do TecMundo e se mantenha bem informado.
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