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The BRIEF

Anthropic pode usar chips da Microsoft em novos servidores de IA

Em busca de alternativas que reduzam dependência da Nvidia, dona do Claude estaria próxima de acordo para usar os componentes Maia 200.

Avatar do(a) autor(a): Nilton Cesar Monastier Kleina

schedule22/05/2026, às 11:30

A empresa de inteligência artificial (IA) Anthropic, dona do chatbot Claude, está prestes a fechar um acordo com a Microsoft para uso de chips da gigante. De acordo com o site The Information, as conversas estão em estágios avançados de negociação.

Caso a parceria seja efetivada, a Microsoft teria um novo cliente de peso em um mercado atualmente dominado pela Nvidia — e que tem em marcas como Google e Amazon rivais mais avançadas do que a dona do Windows. Até o momento, as duas companhias envolvidas não se manifestaram sobre o assunto, mas a CNBC confirmou que há discussões em andamento.

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Segundo a reportagem, a Anthropic vai alugar servidores inteiros que rodarão a partir dos chips Maia 200, aceleradores de IA anunciados em janeiro de 2026 pela companhia. 

Por enquanto, eles ainda não são oferecidos aos clientes Azure, o que significa que ela iria priorizar os parceiros diretos no setor na disponibilização dos componentes mais avançados.

O vai-e-vem do mercado de IA

As conversas entre Anthropic e Microsoft não são recentes. Em novembro do ano passado, a Microsoft confirmou um investimento de US$ 5 bilhões (ou cerca de R$ 25 bilhões em conversão direta de moeda) na empresa de IA, que por sua vez teria seis vezes esse valor gasto em serviços do Azure.

A Anthropic está passando por momentos delicados na expansão dos seus serviços. Mesmo com o Claude cada vez mais popular em áreas como a programação e o primeiro lucro trimestral talvez conquistado em breve, a empresa encara problemas constantes para escalar o poder computacional e aguentar o uso intenso dos seus serviços — o que obriga ela a fechar novos acordos como esse mais rapidamente e com múltiplas companhias.

Neste caso, a escolha da Microsoft faz com que ela reduza parcialmente a atual dependência de chips da Nvidia, atual empresa mais valiosa do mundo e referência no mercado, mas já com uma demanda bastante alta.

Por outro lado, a parceria entre as duas não é um comprometimento tão grande quanto o antigo contrato da dona do Windows com a OpenAI. Apesar de ter se comprometido a adotar a IA Claude Mythos em plano de cibersegurança e ter adicionado modelos de linguagem dela no Copilot, a Microsoft cancelou licenças do Claude Code usadas internamente por motivos financeiros.

A corrida por volume com IA está acelerando quedas de tráfego e perda de autoridade nos meios digitais. Saiba mais sobre esse debate nesta coluna do TecMundo!

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