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The BRIEF

Agentes de IA aumentam protagonismo nas operações de empresas e impulsionam nova era de relações automatizadas

Zendesk Relate 2026 começa nos Estados Unidos reunindo executivos, clientes, desenvolvedores e especialistas apresentando tendências de experiência do cliente (CX), inteligência artificial, automação e serviços corporativos.

Avatar do(a) autor(a): Daniel Gonzales - Colunista

schedule19/05/2026, às 09:15

updateAtualizado em 19/05/2026, às 10:21

Uma visão ambiciosa para o futuro do atendimento ao cliente e dos serviços corporativos, reforçando o papel da inteligência artificial como peça central nas estratégias de companhias de todos os segmentos e tamanhos, além de provocar mudanças profundas nos ambientes de negócios, nas relações de trabalho e na velocidade de desenvolvimento de produtos e soluções foi apresentada pela liderança da Zendesk na abertura do Zendesk Relate 2026, nesta segunda-feira, em Denver (Estados Unidos).

O Relate, que chega à sua quarta edição, é o principal evento da companhia, líder global no tema, e um dos maiores eventos de IA corporativa do mundo, e neste ano é acompanhado de perto pelo Tecmundo.

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O movimento reflete uma tendência crescente do setor de tecnologia. Depois da explosão dos chatbots generativos em 2023 e 2024, grandes empresas passaram a disputar espaço em uma nova corrida, em pleno desenvolvimento: a criação de agentes capazes não apenas de responder perguntas mas também de executar ações reais em sistemas corporativos, tomar decisões operacionais, conversar com clientes, resolvendo problemas de forma autônoma e interagir entre diferentes plataformas, tudo com um mínimo de interação humana.

As ferramentas modernas de programação assistida por IA vêm acelerando drasticamente a velocidade do desenvolvimento de software, soluções e produtos nas empresas. Ao mesmo tempo, isso representa um enorme desafio para as companhias no gerenciamento de seus colaboradores, hoje atuando lado a lado com essa tecnologia, o que exige atualizações em rapidez alucinante e novas capacidades profissionais.

“Há que se encontrar equilíbrio entre produtividade e bem-estar mental, evitando que profissionais fiquem absorvidos por ciclos contínuos de aceleração tecnológica”

afirmou Tom Eggemeier, CEO da Zendesk, na abertura do Zendesk Relate 2026, nesta segunda-feira.

Segundo ele, a experiência de desenvolver com inteligência artificial hoje é tão rápida e intensa que é quase "viciante". “Tarefas que antes poderiam consumir horas ou dias agora são concluídas em apenas 20 ou 30 minutos, criando uma sensação constante de recompensa imediata para quem desenvolve software utilizando IA", relatou.

O CEO relatou que frequentemente ele mesmo passava horas da madrugada desenvolvendo funcionalidades e solucionando problemas; hoje, o ciclo entre ideia, execução e resultado se tornou extremamente curto.

Além disso, a IA também começa a dissolver fronteiras históricas entre áreas técnicas e não técnicas dentro das empresas. O executivo citou como exemplo líderes de produto da própria Zendesk que passaram a utilizar programação assistida por inteligência artificial para criar protótipos e demonstrações técnicas em ritmo acelerado, atividades que tradicionalmente dependeriam exclusivamente de equipes de engenharia.

Na visão dele, tudo isso provocará uma mudança profunda nas competências mais valorizadas pelo mercado nos próximos anos.

“O profissional do futuro deverá combinar capacidade analítica, fundamentos de estatística, entendimento ético, habilidade para criar prompts eficientes e conhecimentos básicos de programação”

apontou Eggemeier, ressaltando que “programar deixará de ser uma habilidade restrita a engenheiros de software e passará a ter importância estratégica em praticamente qualquer função corporativa”.

Apesar de todos os desafios, Eggemeier afirmou acreditar que a atual era da IA tende a ser positiva para a humanidade, apesar dos desafios inevitáveis relacionados à transformação tecnológica. Segundo ele, o tema passou a ocupar o centro das discussões em reuniões com CEOs, investidores, imprensa e parceiros de negócios ao redor do mundo, em especial nos últimos meses.

O executivo também trouxe uma percepção bastante difundida no Vale do Silício: a ideia de que os Estados Unidos sempre estariam muitos anos à frente do restante do planeta em inovação tecnológica.

Depois de viagens recentes por cidades como Milão, Madri e Atenas, porém, ele afirmou acreditar que essa distância praticamente desapareceu. Na visão do CEO, os principais pólos globais de inovação hoje evoluem quase simultaneamente, com diferenças de apenas dias ou semanas entre avanços relevantes.

*O colunista viajou a convite da Zendesk.

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