A Stone demitiu cerca de 3% da sua força de trabalho, esta semana, o que representa entre 300 e 400 funcionários desligados da empresa. A área de tecnologia foi a maior afetada pelo corte, de acordo com informações do Estadão.
No cargo desde o início de março, o novo CEO da fintech de pagamentos, Mateus Scherer, anunciou as demissões por meio de comunicado interno. No texto, a empresa justificou a medida como parte de um processo de reestruturação do negócio, em busca de aumentar a eficiência e simplificar a estrutura.
Nossos vídeos em destaque
IA teria influenciado as demissões
Fontes ouvidas pela reportagem relataram que as demissões na Stone teriam sido influenciadas pelo uso crescente de ferramentas de inteligência artificial no trabalho. A companhia estaria avançando na implementação da tecnologia.
- O assunto também chegou às redes sociais, com alguns dos trabalhadores dispensados sugerindo que a IA teve influência direta na redução de pessoal;
- Um deles é o ex-chefe do setor de IA da Stone, Anderson Amaral, que usou seu perfil no LinkedIn para se pronunciar;
- "Queimei minha língua achando que só big techs teriam coragem de admitir demissão pelo uso de IA. A Stone acaba de fazer o mesmo", escreveu o executivo;
- Na sequência da mensagem, Amaral diz que a decisão abre caminho para que outras empresas façam o mesmo, trocando os funcionários por bots.
)
Questionada, a Stone disse que as demissões representam um "ajuste pontual" na sua estrutura, confirmando que a operação continua normalmente, sem impactos para clientes e parceiros. Ela não confirmou a quantidade de funcionários cortados nem se pronunciou sobre o suposto uso de IA.
A empresa de maquininhas tinha aproximadamente 14 mil contratados antes do layoff. Em seu balanço financeiro mais recente, a fintech reportou lucro trimestral de R$ 710 milhões no final de 2025, aumento de 12% em relação ao mesmo período no ano anterior.
Sindicato repudia cortes na Stone
Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (SINDPD-SP) tratou os cortes como demissão em massa e repudiou a decisão. A entidade afirmou que esse tipo de medida deveria ter passado por negociação coletiva.
"Ao ignorar esse princípio e realizar cortes em massa durante o período de negociação do acordo coletivo, a Stone afronta não apenas os trabalhadores atingidos, mas também o próprio sistema de relações de trabalho previsto na Constituição", ressaltou.
O SINDPD-SP também comentou que acionará a Justiça do Trabalho para questionar as demissões e solicitar a reintegração de todos os funcionários dispensados.
Recentemente, a Amazon demitiu mais de 16 mil funcionários de uma só vez, afetando a Amazon Web Services (AWS) e o RH, entre outros setores. Confira mais detalhes nesta matéria do TecMundo.
)
)
)
)
)
)
)