Os pagamentos com Pix devem ser responsáveis por metade das transações realizadas no comércio eletrônico até 2028, ampliando a vantagem sobre os cartões de crédito. A previsão é de um novo estudo divulgado recentemente pela Ebanx.
De acordo com o levantamento, o sistema de transferências vem crescendo consideravelmente desde o seu lançamento, em novembro de 2020, reduzindo o uso de dinheiro em espécie. Em 2023, ultrapassou a quantidade combinada de pagamentos nos cartões de débito e crédito.
Nossos vídeos em destaque
Segundo método de pagamento mais usado no Brasil
Perdendo somente para as transferências bancárias convencionais, como TED, o Pix se tornou o segundo método de pagamento mais utilizado pelos brasileiros em valor. Isso se deve, provavelmente, ao uso das soluções tradicionais em transações maiores, segundo o relatório.
- No e-commerce, a tecnologia desenvolvida pelo Banco Central (BC) superou o cartão de crédito no ano passado;
- Os pagamentos com Pix em compras online chegaram a 42%, contra 41% dos cartões;
- E o cenário deve se manter nos próximos anos, com as transferências instantâneas representando 45% até o final de 2026;
- Já em 2028, a vantagem pode chegar a 14 pontos percentuais em relação aos cartões, quando o Pix representará metade dos pagamentos em lojas online, segundo a Ebanx.
)
Para o diretor de produtos da fintech, Eduardo de Abreu, a oferta do Pix Recorrente contribuiu para o crescimento da tecnologia. A solução, que estreou no ano passado, tem funcionamento semelhante ao débito automático.
As transferências feitas pelos consumidores para empresas lideram o uso do método em volume desde setembro do ano passado. No início de 2026, essas operações atingiram 46% do total de pagamentos, contra 40% das transferências entre pessoas.
Cartão de crédito continuará relevante
Apesar do crescimento do Pix, os pagamentos com cartão de crédito possivelmente manterão um número significativo no e-commerce, nos próximos anos, especialmente em produtos mais caros. A principal vantagem do método é o parcelamento sem juros.
"Os descontos são atraentes e fazem sentido matematicamente. Mas as pessoas olham para isso e pensam: mesmo com o desconto, não consigo pagar tudo este mês. Vou ficar sem dinheiro, mesmo que seja mais barato", apontou Abreu, em entrevista à Reuters, explicando o motivo da escolha pelo cartão.
É válido lembrar que o Pix também possui a opção de pagamento parcelado, modalidade oferecida por alguns bancos em que o valor recebido pelo lojista é à vista, mas o usuário pode parcelá-lo. No entanto, o cliente paga taxas extras ao selecionar esse método.
Continua fazendo pagamentos em dinheiro e no cartão ou aderiu totalmente ao Pix? Conta pra gente, comentando nos perfis do TecMundo no Instagram e no Facebook.
)
)
)
)
)
)
)