menu
Logo TecMundo
The BRIEF

Privacy lidera buscas e supera OnlyFans no Brasil

Plataforma nacional cresceu 237% em interesse nos últimos quatro anos, impulsionada pelo uso do Pix e nova regulamentação da profissão.

Avatar do(a) autor(a): Rafael Farinaccio

schedule16/01/2026, às 16:30

updateAtualizado em 16/01/2026, às 16:31

O mercado de monetização de conteúdo no Brasil passou por uma inversão de papéis relevante nos últimos anos. De acordo com um levantamento recente da consultoria Timelens, a plataforma brasileira Privacy consolidou sua liderança no interesse do público local, registrando um salto de 237% nas buscas nos últimos quatro anos. No mesmo período, a gigante britânica OnlyFans teve um crescimento modesto de 19% em território nacional.

A preferência dos brasileiros pela rede nacional não é por acaso. Segundo André Matias, CEO da Timelens, a Privacy conseguiu criar uma conexão direta com o público ao oferecer facilidades locais, como o pagamento via Pix e a aceitação direta do Real. Essas opções eliminam as barreiras de conversão de moeda e taxas de cartões internacionais, comuns em plataformas estrangeiras.

smart_display

Nossos vídeos em destaque

O boom da economia dos criadores e o consumo +18

Os dados refletem um movimento maior na chamada creator economy. O setor de conteúdo adulto, especificamente, cresceu 158% no Brasil nos últimos quatro anos, impulsionado por mudanças culturais e novas tecnologias. Para se ter uma ideia do volume financeiro, o país ocupou a 9ª posição global no consumo de conteúdos para maiores em 2025, movimentando mais de R$ 1 bilhão, segundo dados da OnlyGuides.

Fabrício Nunez, CMO da Privacy, observa que a carreira de influenciador deixou de ser vista como um hobby ou uma "segunda opção" para se tornar a ocupação principal de muitos brasileiros. Esse amadurecimento do setor transformou a produção de conteúdo em um braço robusto da indústria do entretenimento nacional.

Segurança jurídica e a nova lei dos influenciadores

Um marco fundamental para este cenário em 2026 foi a sanção da Lei 15.325 pelo Presidente da República. A nova legislação regulamenta oficialmente a profissão de criador de conteúdo no Brasil. A medida traz segurança jurídica para um setor que operava na informalidade, garantindo direitos e estabilidade para quem vive da imagem e do engajamento digital.

Com a nova lei e a facilidade de transações financeiras locais, as plataformas brasileiras ganharam um terreno sólido para competir com players globais. O resultado é um ecossistema mais profissional, onde a presença digital se consolida como uma carreira viável, segura e altamente lucrativa para milhares de brasileiros.