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The BRIEF

Simplificar a gestão de TI é o maior desafio para o Brasil em 2026

Para o CEO do Grupo NTSec, excesso de ferramentas virou risco operacional; empresa projeta faturar R$ 700 milhões focando em integração.

Avatar do(a) autor(a): Rafael Farinaccio

schedule15/01/2026, às 09:00

O Brasil consolidou sua posição como referência em cibersegurança na América Latina, sendo o único da região no topo do Global Cyber Security Index. No entanto, esse sucesso trouxe um desafio complexo para 2026: a fragmentação tecnológica. Segundo Bruno Nóbrega, CEO do Grupo NTSec, a multiplicação de fornecedores e plataformas criou um ambiente onde a dificuldade de gestão se tornou um risco tão grave quanto os próprios ataques cibernéticos.

"O mercado buscou soluções tão especializadas que hoje uma empresa pode ter até 60 ferramentas diferentes que não conversam entre si", explica Nóbrega. Para ele, o foco absoluto para 2026 deve ser a simplificação. O executivo defende que não adianta possuir a tecnologia mais avançada do mundo se a equipe operacional não consegue gerenciá-la com eficiência e agilidade.

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Integração estratégica e crescimento acelerado

A trajetória do Grupo NTSec reflete essa demanda por consolidação. Com faturamento de R$ 500 milhões em 2025 e meta de chegar aos R$ 700 milhões em 2026, a integradora aposta em quatro verticais para unificar o atendimento:

  • NTSec: focada em defesa contra ataques digitais;
  • InfoSec: dedicada a backup e criptografia de dados;
  • ZivaSec: especialista em infraestrutura de redes corporativas;
  • CloudSec: voltada para a segurança de ambientes em nuvem.

Essa estrutura robusta permite atender mais de 500 grandes clientes, incluindo gigantes como Hypera Farma, BB e M.Dias Branco, além de cobrir quase a totalidade dos Tribunais Regionais do Trabalho do país.

O próximo passo da governança digital

O Brasil precisa transformar seus altos investimentos em proteção real e sustentável. Nóbrega reforça que simplificar não significa reduzir a segurança, mas torná-la funcional e menos custosa. A estratégia de reduzir o número de fornecedores melhora a postura de segurança e diminui drasticamente o erro humano causado pela sobrecarga de sistemas desconexos.

Para o Grupo NTSec, o futuro da cibersegurança brasileira depende dessa capacidade de limpar o ruído tecnológico para focar em uma defesa integrada e verdadeiramente gerenciável.