A Alphabet, dona da Google, ultrapassou a rival Apple em valor de mercado nesta quinta-feira (8). Essa é a primeira vez desde 2019 que as companhias invertem a posição no ranking de empresas por capitalização.
A mudança foi registrada após o fechamento do mercado no dia anterior. Na data, a Alphabet viu as ações subirem 2,4%, enquanto a Apple seguiu uma fase de baixa: em seis dias de negociação, ela desvalorizou em quase 5% e, apesar de uma recuperação leve, permitiu o encurtamento da distância para a concorrente.
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Hoje (9), a empresa criada para administrar a Google iniciou o dia com valor de mercado de US$ 3,93 trilhões. Por outro lado, a Maçã estacionou nos US$ 3,83 trilhões.
Com o resultado, o conglomerado que concentra Google, YouTube, Android e demais serviços do grupo agora é a segunda empresa mais valiosa do mundo, deixando a Maçã na terceira colocação.
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A Nvidia segue como líder isolada no ranking. Ela tem um valor de mercado atual de US$ 4,5 trilhões — o que na verdade representa uma queda em comparação com o desempenho dela em outubro do ano passado, quando a dona dos chips mais requisitados do mercado de inteligência artificial (IA) ultrapassou a barreira dos US$ 5 trilhões.
O cenário de Google e Apple para 2026
A mudança de posicionamento pode ser apenas um breve momento na indústria que logo vai inverter novamente e o valor de mercado dessas companhias tende a mudar bastante ao longo de um ano. Porém, a alteração atual é explicada pelo momento de ambas as marcas.
- A Google está em alta pelo atual posicionamento no setor de IA. Depois de um início considerado atrasado e de qualidade questionável pelas respostas apresentadas, a empresa reposicionou o Gemini como um chatbot útil e popular;
- O destaque da companhia está nos motores generativos de imagem (o Nano Banana) e de vídeo (o Veo). Eles são considerados alguns dos mais avançados da indústria em precisão e realismo, além de serem relativamente acessíveis ao público;
- Ao mesmo tempo, a Google segue com um posicionamento firme no setor de nuvem, também em alta pela demanda da IA, e com a implementação do Modo IA que modernizou o próprio buscador;
- Por outro lado, a Apple passa por um momento que mistura decepção com expectativa. O ponto negativo também está justamente na IA: ela não é uma referência esperada na área a partir das ferramentas oferecidas no ecossistema da empresa;
- Outro problema é a demora da companhia no lançamento da nova Siri, que seria o grande projeto dela no setor — o atraso já é de mais de um ano, sem perspectiva de chegada;
- A esperança da marca está nos celulares: a linha iPhone deve passar por uma grande mudança em 2026 com o anúncio do primeiro celular dobrável da Maçã, que deve acontecer em setembro.
Como IA e dados estão redefinindo o futuro da comunicação? Descubra algumas das respostas nesta coluna!
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