Os influenciadores Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite alegam ter recebido propostas para divulgar conteúdos em defesa do Banco Master em seus perfis nas redes sociais. Esses materiais também promoveriam ataques ao Banco Central (BC), que decretou a liquidação extrajudicial da instituição financeira em novembro passado.
Na ocasião, o Master teve a operação interrompida e foi excluído do Sistema Financeiro Nacional (SFN) como resultado de investigação por suspeita da venda de títulos de crédito falsos. Conforme a acusação, o banco vendia CDBs com a promessa de juros acima da média do mercado, mas não realizava os pagamentos.
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“Vítima do BC”
De acordo com Rony Gabriel (PL), que é vereador em Erechim (RS), uma empresa que dizia trabalhar com “gerenciamento de reputação para um grande executivo” o procurou em 20 de dezembro. O plano era que ele produzisse vídeos defendendo a instituição que passou pela liquidação extrajudicial.
- Nos conteúdos, Gabriel deveria afirmar que o “Banco Master era vítima do Banco Central”, como contou o político;
- Esses materiais também teriam ataques à autoridade monetária, objetivando reduzir a sua credibilidade junto ao público;
- Os vídeos seriam compartilhados pelo vereador em suas contas oficiais, como a do Instagram, na qual possui mais de 1,7 milhão de seguidores;
- Segundo Rony, o contrato tinha uma cláusula de confidencialidade e mencionava o pagamento de “uma boa grana” pelo trabalho.
Proposta semelhante teria sido feito à jornalista Juliana Moreira Leite, com 1,4 milhão de seguidores. Pelo acordo, ela deveria compartilhar uma reportagem sobre o despacho do Tribunal de Contas da União (TCU) citando indícios de precipitação na liquidação do Master pelo BC, de 19 de dezembro.
Em ambos os casos, os influenciadores teriam que produzir vídeos reforçando a posição da Corte e questionando a ação do BC, como destaca o jornal O Globo. A dupla não aceitou as propostas.
Volume atípico de postagens sobre o caso
Apesar da negativa dos influencers para defender o Master nas redes sociais, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma ter identificado um “volume atípico” de postagens sobre o caso no final de dezembro. Tais publicações foram notadas a partir de monitoramento periódico de empresas especializadas.
Conforme a entidade, esses posts traziam ataques à sua atuação e ao setor bancário. O Estadão também noticiou que autoridades e instituições envolvidas no caso se tornaram alvos de perfis famosos por promover celebridades, na mesma época, questionando a credibilidade de órgãos da área.
Perguntada sobre o suposto envio de propostas para influenciadores defenderem o banco e atacarem o BC na internet, a defesa do Master disse que desconhece esse tipo de contrato.
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